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Vendas de smartwatches crescem enquanto pulseiras fitness perdem espaço

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Eu não vejo muita utilidade, para mim, em um smartwatch. Não preciso de outra forma para receber notificações, nem de um acompanhamento tão dedicado para minhas (poucas) atividades físicas. Sei que outras pessoas pensam de forma semelhante.

Ainda assim, os smartwatches atendem a um nicho crescente de mercado: segundo a IDC, as vendas aumentaram 60,9% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado.

Enquanto isso, a venda de pulseiras fitness caiu 0,9% no mesmo período. O analista Jitesh Ubrani sugere que estamos vendo uma transição nesse mercado, da mesma forma que migramos de celulares simples para smartphones.

“Por anos, pulseiras fitness rudimentares funcionaram como uma porta de entrada para smartwatches, e agora estamos em um ponto no qual marcas e consumidores estão evoluindo para dispositivos mais sofisticados”, escreve Ubrani no comunicado.

Este é o ranking de vendas de wearables — somando pulseiras fitness e smartwatches — no segundo trimestre, segundo a IDC:

  • Xiaomi: 13,4% (3,5 milhões de unidades)
  • Apple: 13,0% (3,4 milhões de unidades)
  • Fitbit: 12,9% (3,4 milhões de unidades)
  • Garmin: 5,4% (1,4 milhão de unidades)
  • Fossil: 4,0% (1,0 milhão de unidades)
  • Outros: 51,3% (13,5 milhões de unidades)

A Xiaomi assumiu o primeiro lugar nas vendas, como vimos anteriormente. A Apple teve aumento de 50% em um ano nas vendas, graças ao Apple Watch. As vendas da Fitibit despencaram 40% no mesmo período, mas ela espera recuperar mercado com seu novo smartwatch, o Ionic.

A surpresa aqui é a Fossil. Ela faz relógios de pulso para marcas como Diesel, Emporio Armani e Marc Jacobs; e aposta forte em smartwatches com Android Wear, além de relógios de pulso conectados. É sério: ela planeja lançar 300 (!) relógios inteligentes só este ano.

Note também que a Samsung está fora do top 5, mesmo com vários wearables como o Gear S3 e Gear Fit2. É um mercado difícil: Intel e Jawbone tiveram dificuldades em se manter, e desistiram de seus investimentos na área.

Com informações: IDC, Engadget.