EUA ameaçam confiscar mineradores de criptomoeda que interferem em redes 4G

Felipe Ventura
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• Atualizado há 2 anos

A mineração de criptomoeda se tornou mais disseminada com a alta do bitcoin, e teve algumas consequências indesejadas. Ela causou uma alta no preço das placas de vídeo, afetando gamers; e gerou um maior consumo de energia.

Além disso, essa atividade pode interferir na rede de operadoras móveis. Uma investigação da FCC, equivalente à Anatel nos EUA, descobriu que uma operação para minerar bitcoins afetou a rede da T-Mobile.

Foto por crbertoldo/Pixabay

A operadora reclamou que estava sofrendo interferência em sua rede 4G de 700 MHz no Brooklyn, distrito de Nova York. Segundo ela, isso aconteceu devido a emissões de rádio vindas de uma casa onde havia uma operação para minerar bitcoin.

A FCC diz que o uso contínuo do Antminer S5, usado para minerar bitcoin, constitui uma violação da lei federal e pode resultar em multas, processos penais ou apreensão do equipamento.

O Antminer S5 foi lançado em 2014 pela chinesa Bitmain. Trata-se de um gabinete com um processador ASIC (circuitos integrados de aplicação especifica) dedicado a minerar bitcoin. Ele tem consumo de energia de 590 W.

A mineração consiste em liberar novas unidades do bitcoin (ou de qualquer criptomoeda) resolvendo cálculos complexos. Essa atividade é remunerada.

A Bitmain ainda vende o Antminer S5 por US$ 414, e tem gerações mais recentes de seus mineradores — como o Antminer S9, que custa US$ 2.320 e consome 1.372 W de energia.

Com informações: Reuters, The Next Web.

Felipe Ventura

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. Começou no TB em 2017 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia, e hoje coordena um time de editores-assistentes e a rotina das editorias. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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