Promessa de emprego atrai vítimas para golpes no WhatsApp

O golpe tem o objetivo de roubar dados pessoais e credenciais de acesso às redes sociais das vítimas

Victor Hugo Silva
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• Atualizado há 2 anos
iPhone antigo com WhatsApp (Imagem: Webster2703/Pixabay)

O Brasil registrou em outubro 12,5 milhões de pessoas desempregadas, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A situação é ruim para a economia, mas muito boa para autores de golpes na internet, que atraem mais vítimas à procura de emprego.

Os ataques são disseminados principalmente pelo WhatsApp e têm o objetivo de roubar dados pessoais e credenciais de acesso às redes sociais. Para atrair vítimas, os cibercriminosos divulgam links parecidos ao de empresas famosas com mudanças em alguns caracteres.

Ao abrir a página, a vítima é estimulada a responder a uma pesquisa e a compartilhar o link com amigos no WhatsApp para finalizar seu suposto cadastro. Em seguida, ela é encaminhada a uma página em que é levada a indicar seus dados de acesso às redes sociais ou informações como nome completo e CPF.

Segundo o dfndr lab, laboratório de segurança digital da PSafe, os golpes do emprego falso ficaram mais comuns no WhatsApp e nas redes sociais. A empresa registrou um aumento de 174% nas tentativas de golpes detectadas entre janeiro e outubro de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado.

As tentativas de golpe passaram de 861.962 registros, nos dez primeiros meses de 2018, para 2.368.296, no mesmo intervalo em 2019, segundo o dfndr lab. O grupo identifica, em média, 10 novos links por mês desse tipo de ataque.

Para o diretor do dfndr lab, Emilio Simoni, o diferencial de golpes como o do emprego falso é que, ao obter dados das redes sociais, os cibercriminosos conseguem espalhar outros golpes com mensagens para amigos das vítimas, além de criar publicações para aumentar o alcance do link malicioso.

“É comum também que o cibercriminoso utilize dados pessoais da vítima para fraudes financeiras, como solicitar empréstimos indevidos, fazer compras e até abrir empresas falsas”, explica Simoni.

Segundo ele, a tendência é que golpes de falsos empregos se tornem mais comuns nas próxima semanas. Isso porque, com a aproximação do Natal, a oferta de vagas temporárias aumenta, deixando o ambiente propício para esse tipo de ataque.

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Victor Hugo Silva

Victor Hugo Silva

Autor

Victor Hugo Silva é formado em jornalismo, mas começou sua carreira em tecnologia como desenvolvedor front-end, fazendo programação de sites institucionais. Neste escopo, adquiriu conhecimento em HTML, CSS, PHP e MySQL. Como repórter, tem passagem pelo iG e pelo G1, o portal de notícias da Globo. No Tecnoblog, foi redator, escrevendo sobre eletrônicos, redes sociais e negócios, entre 2018 e 2021.

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