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Disney+ pode vender Mulan por R$ 112,90 exigindo assinatura

Disney+ interrompe acesso a Mulan se usuário cancelar assinatura; serviço deve custar R$ 28,99 por mês quando chegar ao Brasil

Felipe Ventura

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O Disney+ vai vender acesso ao novo filme Mulan nos EUA por US$ 30; no Brasil, o valor também deve ser bem salgado. E, como explica a Disney, será necessário permanecer como assinante para assistir à adaptação em live-action do desenho animado de 1998. O serviço de streaming será lançado no Brasil em novembro.

Mulan no Disney+

O jornalista cultural Léo Francisco, que comanda a conta não-oficial @disneybrasil no Twitter, publicou imagens da página de Mulan no Disney+. No Brasil, o aplicativo para iPhone e para TV avisa que o filme custará R$ 112,90 (cerca de US$ 20 na conversão atual). É caro: geralmente, lançamentos de cinema saem por até R$ 49,90 em lojas como o iTunes da Apple e o Google Play Filmes.

O caso de Mulan é peculiar, porque o filme não estreou nos cinemas brasileiros: ele estava previsto para março, mas foi adiado para julho devido à pandemia da COVID-19, causada pelo novo coronavírus. Agora, a Disney não tem uma data específica para levá-lo à tela grande no país.

Enquanto isso, a empresa aposta nas telas que temos em casa: ela anunciou que Mulan será lançado nos EUA em 4 de setembro, e vai exigir uma compra digital de US$ 29,99 dentro de uma nova área do Disney+ chamada Premier Access.

O problema é que você perderá acesso a Mulan se cancelar a assinatura. “O valor oferece acesso contínuo ao filme desde que você permaneça assinando o Disney+”, disse um porta-voz da empresa à CNN. O serviço deve custar R$ 28,99 por mês quando chegar ao Brasil; ele já conta com mais de 60 milhões de clientes.

Mulan no Disney+

Mulan custou US$ 200 milhões

Bob Chapek, CEO da Disney, explicou recentemente que Mulan terá um lançamento tradicional em países onde o Disney+ não estiver disponível, chegando a salas de cinema caso elas já tenham sido reabertas. A empresa está tentando reverter prejuízos: ela perdeu quase US$ 5 bilhões no segundo trimestre, por ter sido impactada fortemente pela pandemia.

A história de Mulan se passa na China imperial: a filha de um guerreiro se disfarça de homem para substituir o pai, que está doente, e defender o país dos invasores do Norte. O filme custou US$ 200 milhões para ser produzido, mais US$ 50 milhões em custos de marketing.