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Google é acusado de combater Samsung Galaxy Store por temer concorrência

Ação antitruste alega que Google se sente ameaçado pelo crescimento da loja da Samsung após banimento de Fortnite da Play Store

Murilo Tunholi

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O Google usou práticas de mercado anticompetitivas para impedir o crescimento da Samsung Galaxy Store em celulares Android. É o que alega uma ação coletiva antitruste movida por 36 procuradores-gerais de estado nos EUA. No processo, a empresa foi acusada de controlar ilegalmente a distribuição de aplicativos, como oferecer dinheiro aos desenvolvedores em troca de exclusividade.

Galaxy Store / Ana Marques / Tecnoblog

Galaxy Store (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

A denúncia, porém, vai de encontro às políticas do próprio Google, que permite a inclusão de lojas de aplicativos de terceiros no Android. A Apple, por outro lado, só tem a App Store no iOS, limitando a publicação de apps em apenas uma loja. Segundo o documento, essa abertura da Google Play Store seria apenas um disfarce para esconder as práticas monopolistas da empresa.

“O Google se sentiu profundamente ameaçado quando a Samsung começou a reformular a própria loja de aplicativo, a Samsung Galaxy Store”, diz a ação. Em outro argumento, o processo alega que o Google tem a intenção de “eliminar preventivamente” a loja e até mostra uma série de supostas técnicas usadas pela empresa.

O texto afirma que o Google tem feito acordos com fabricantes de celulares Android para remover lojas pré-instaladas nos aparelhos. Além disso, os procuradores falaram que a empresa estaria oferecendo dinheiro à Samsung para a empresa cancelar parcerias com desenvolvedores, e negociando pagamentos com outras empresas para conseguir exclusividade.

Google se sente ameaçado por Fortnite, diz ação

Para os autores da ação, o Google estaria tentando eliminar a Samsung Galaxy Store por causa do banimento de Fortnite da Google Play Store. No ano passado, a Epic Games também processou o buscador sob acusações de práticas monopolistas. Como resultado, o Battle Royale foi removido da loja do Android e ficou disponível somente na Galaxy Store ou por download direto do APK.

Como Fortnite gera receitas bilionárias com microtransações, o Google estaria com medo do crescimento da loja da Samsung. Em uma audiência da ação contra a Epic Games, em 3 de maio, foi revelado que o jogo rendeu sozinho US$ 4 bilhões (R$ 21 bilhões) à desenvolvedora em 2019. Vale mencionar que os estúdios de games pagam taxas de publicação às lojas virtuais — ou seja, quanto mais Fortnite cresce, mais as plataformas faturam.

Com informações: The Verge, Arstechnica.