Uber Planet compensa emissões de carbono e cobra a mais por isso

Uber Planet tem tarifa mais alta que UberX para comprar créditos de carbono gerados pela preservação da Floresta Amazônica

Giovanni Santa Rosa
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Aplicativo da Uber (Imagem: Priscilla Du Preez/Unsplash)

Uma novidade interessante para quem se preocupa com o meio ambiente: a Uber vai passar a oferecer uma modalidade que compensa as emissões de carbono da viagem. Ela se chama Uber Planet e estará disponível inicialmente em cinco cidades brasileiras, a um valor um pouco acima do normal.

A compensação das emissões é feita por meio de uma parceria com a companhia Carbonext. A Uber compra créditos de carbono, que são gerados mantendo em pé as árvores da Floresta Amazônica brasileira. Do outro lado, a Carbonext investe em projetos de preservação de áreas em risco de degradação.

“Para a Floresta, os créditos funcionam como uma alternativa economicamente viável à derrubada das árvores para plantio de soja, pecuária ou venda ilegal de madeira”, diz Janaína Dallan, CEO da Carbonext. Dallan afirma que 70% da renda gerada pela comercialização dos créditos de carbono volta para a população que mora na região.

Uber Planet é mais caro

A Uber estima que as viagens com o Planet são, em média, 5% mais caras do que com o UberX ou com o Comfort — as duas modalidades terão a opção de compensar as emissões. A empresa enviará mensalmente ao usuário um relatório com a quantidade de CO2 compensada em suas viagens.

Preços do Uber com a nova modalidade Uber Planet
Preços do Uber com a nova modalidade Uber Planet (Imagem: Divulgação/Uber)

Por enquanto, o Uber Planet estará disponível apenas em cinco cidades: Florianópolis (SC), Natal (RN), Maringá (PR), São José dos Campos (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ).

Aplicativos de transporte são mais poluentes

De acordo com um estudo divulgado em 2020 pela Union of Concerned Scientists (UCS), os carros particulares de aplicativos são a modalidade de transporte mais poluente. A pesquisa afirma que eles emitem em média 69% mais gases nocivos que ônibus ou bicicletas e 47% mais que carros particulares.

Os cientistas consideram que os momentos que os veículos trafegam sem nenhum passageiro contribuem com a poluição. Além disso, há um aumento de uso de carros particulares por passageiros que recorreriam ao transporte público ou simplesmente não fariam aquela viagem.

Por outro lado, o Uber Planet não é a única ação da empresa nesse sentido. A Uber pretende que 100% de suas viagens nos EUA, no Canadá e em algumas cidades europeias sejam feitas com veículos elétricos até 2030. A companhia também quer se tornar uma plataforma com emissão zero de carbono até 2040.

Google Maps tem opção para reduzir emissões

A Uber não é a única empresa de mobilidade a dar opções para os usuários que querem reduzir seu impacto no meio ambiente. Para quem tem seu carro próprio, o Google Maps passou a mostrar recentemente rota com menos emissões de carbono, estimando o caminho mais econômica em termos de combustível entre as opções. Por enquanto, essa novidade ainda não chegou ao Brasil.

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Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa

Repórter

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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