Novo Internet Explorer? Safari, da Apple, é criticado e equipe pede feedback

Safari tem problemas de navegação e é citado como “novo Internet Explorer”, mas chefe do time do browser na Apple diz que futuro da internet seria pior sem ele

Pedro Knoth
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O Safari tem enfrentado críticas desde que a Apple revelou o grande update ao navegador na WWDC 2021. Críticos dizem que o navegador da Apple estaria se tornando o “novo Internet Explorer” pela dificuldade de navegação e falta de compatibilidade com certas páginas. Agora, o alvoroço no Twitter levou a líder de desenvolvedores do browser a pedir por feedback.

Safari no iOS (Imagem: Brett Jordan/Flickr)
Safari no iOS (Imagem: Brett Jordan/Flickr)

Jen Simmons resolveu assumir o B.O e ouvir mais sobre as críticas ao Safari em seu Twitter. A evangelista da Apple, que responde pelos desenvolvedores do navegador e do Webkit, pediu para que usuários retornem com feedback sobre o programa. Mas alertou:

“Você pode apontar bugs específicos que te frustram, ou te impedem de criar websites ou aplicativos. Pontos de brinde para quem incluir links aos tickets [de atendimento]. Coisas pontuais nós podemos consertar. Ódio vago é honestamente super contraproducente.”

Em sua mensagem, Simmons diz ainda que o “tech Twitter” — referindo-se à bolha de especialistas de tecnologia da rede social — está etiquetando o Safari como novo Internet Explorer, por ser repleto de bugs que tornam a navegação contraintuitiva.

Simmons também pediu que usuários que encontrarem qualquer bug do Safari que “esteja persistindo por vários anos e não tenha sido consertado” entrem em contato com ela por um link de suporte do Webkit, ou por meio do código do sistema de Feedback da Apple, para que ele seja examinado.

A última falha mais grave do Safari pode permitir que os dados de navegação de usuários do Google caiam nas mãos de terceiros. Essas informações podem ser captadas inclusive em tempo real, enquanto o buscador é utilizado.

Safari 15 enfrenta críticas por bugs desde o lançamento

Em junho do ano passado, ao revelar o iOS 15, iPhone 13 e outras novidades, a Apple anunciou um novo design para o Safari. Mas as mudanças de formato do navegador, como a alteração na interface de abas, fizeram com que usuários acusassem a empresa de deixar a nova versão ainda difícil de navegar. A empresa voltou atrás e cancelou a atualização ao browser antes do lançamento.

A Apple também foi amplamente criticada por exigir que aplicativos que se conectam à internet no iOS e iPadOS, inclusive browsers rivais como o Google Chrome e o Firefox, usem o motor de renderização e o Javascript Webkit. Mas navegadores rivais que não usam a ferramenta não funcionam nos iPhones e iPads, o que chamou a atenção de órgãos antitruste.

No Reino Unido, o CMA (Competition and Markets Authority) mencionou que, devido à limitação do Webkit, a Apple “decide quais recursos implementar não apenas em seu próprio navegador, mas também em todos os browsers no iOS”.

Mas a evangelista da Apple mencionou que, caso o Webkit deixe de ser uma exigência como requerimento para navegadores no iOS e iPadOS, a esmagadora maioria dos browsers no mundo funcionaria a partir do Chromium — código-fonte no qual o Chrome se baseia. “Esse seria um futuro horrível para a internet. Precisamos de mais vozes, e não menos”, disse Simmons.

Após consultar desenvolvedores, a CMA cogita forçar a Apple a reverter a exigência de Webkit para navegadores e apps no iOS. A medida seria para dar abertura a uma maior competição no mercado.

Com informações: Mac Rumors

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