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Anatel apreende R$ 800 mil em celulares não homologados em só duas semanas

Operação Depois da Folia, ação da Anatel para combater o comércio irregular de celulares, apreendeu mais de 500 aparelhos no Rio de Janeiro

Bruno Gall De Blasi

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Todo carnaval tem o seu fim: a Anatel divulgou os resultados da Operação Depois da Folia. De acordo com a agência nesta segunda-feira (21), mais de 500 celulares irregulares foram retirados de circulação com a segunda fase da ação, que aconteceu uma semana após a primeira etapa. A quantidade de aparelhos do mercado cinza apreendidos nos dois períodos totaliza uma quantia estimada em R$ 800 mil. 

Anatel apreendeu mais de 500 celulares irregulares no Rio de Janeiro em março (Imagem: Reprodução)
Anatel apreendeu mais de 500 celulares irregulares no Rio de Janeiro em março (Imagem: Reprodução)

A iniciativa faz parte do Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP) da Agência Nacional de Telecomunicações. A operação teve início em 3 de março quando a primeira fase apreendeu cerca de 200 celulares sem homologação em uma varejista no Rio de Janeiro (RJ). O valor estimado das mercadorias retidas é de R$ 300 mil.

segunda etapa da operação batizada como “Depois da Folia” aconteceu no dia 10, segundo um comunicado à imprensa da agência. Com a nova fase também realizada na capital fluminense, a entidade apreendeu 343 aparelhos, no valor de R$ 500 mil. Os itens foram retidos devido ao “indício de falsificação relacionada à certificação dada pela Anatel”.

Anatel divulga resultados da Operação Depois da Folia

Já os resultados da Operação Depois da Folia foram revelados nesta segunda-feira (21). Em comunicado à imprensa, a Agência Nacional de Telecomunicações relata que, somando as duas fases, 543 celulares irregulares foram apreendidos nas ações em parceria com a Receita Federal. O valor estimado das mercadorias é de R$ 800 mil.

“A Operação Depois da Folia está entre as primeiras atividades do Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP) da Anatel realizadas neste ano”, anunciaram.

A Anatel não informou onde as mercadorias foram recolhidas na segunda fase. Mas a agência afirmou que “a ação de repressão teve novamente como alvo o comércio irregular de celulares”. Além disso, ainda de acordo com a entidade, o trabalho foi realizado pela Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal na 7ª Região Fiscal (RJ/ES) e pela Gerência Regional da Anatel do RJ.

"Consumidores devem ficar atentos ao adquirir um celular novo", alerta Agência Nacional de Telecomunicações (Imagem: Anete Lusina/Pexels)
“Consumidores devem ficar atentos ao adquirir um celular novo”, alerta Agência Nacional de Telecomunicações (Imagem: Anete Lusina/Pexels)

Operação combate a venda de celulares irregulares

A operação tem como objetivo combater o chamado “mercado cinza”. O termo é destinado aos dispositivos originais que chegam ao comércio nacional sem atender às exigências de homologação. E a ação não é em vão: segundo a Anatel, fabricantes de diversas marcas têm reportado o aumento no número de celulares irregulares.

A expansão do mercado paralelo também é representada em números. Só entre 2019 e 2020, o segmento teve um crescimento de mais de 500% nas vendas de celulares sem a certificação da Anatel. Além disso, em 2021, 60% dos fones sem fio e smartwatches disponíveis no comércio nacional vinham do mercado cinza.

“Os consumidores devem ficar atentos ao adquirir um celular novo”, alertaram. “É importante observar o preço, pois aparelhos não homologados oferecidos no varejo ou em plataformas digitais (marketplaces) geralmente apresentam valores muito inferiores aos dos aparelhos regulares.”