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Telegram fecha parceria com TSE para combater fake news nas eleições

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela canal oficial no Telegram para compartilhar informações sobre as Eleições de 2022

Bruno Gall De Blasi
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Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechou uma parceria com o Telegram. Nesta terça-feira (17), o ministro Edson Fachin anunciou um acordo de colaboração mútua para enfrentar as fake news nas Eleições de 2022. A Corte também lançou um canal verificado no mensageiro para compartilhar informações sobre o processo eleitoral.

Telegram também fechou uma parceria com o TSE para combater a desinformação durante as eleições (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Telegram também fechou uma parceria com o TSE para combater a desinformação durante as eleições (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A aproximação dá fim a um relacionamento conturbado entre a plataforma e as autoridades brasileiras. Tudo começou em 2021, quando o TSE passou a ver o mensageiro como um desafio em combate à desinformação nas eleições. Mais tarde, a corte eleitoral até pensou em banir o app no Brasil devido às notícias falsas.

Com o acordo, as turbulências viraram águas passadas. Em comunicado à imprensa, o ministro Edson Fachin afirmou que a parceria entre as partes foi firmada nesta segunda-feira (16). Segundo o TSE, este é “o primeiro organismo eleitoral do mundo a assinar um acordo dessa natureza” com o aplicativo de mensagens. 

“O TSE está na vanguarda mundial do enfrentamento à desinformação, rumo à realização das eleições em outubro”, afirmou o ministro Edson Fachin, presidente da corte eleitoral. “Sigamos adiante, firmes no propósito de defesa da democracia”. A corte também fechou acordos contra fake news com o Instagram e WhatsApp.

"O TSE está na vanguarda mundial do enfrentamento à desinformação", diz Edson Fachin, presidente do TSE, (foto: Carlos Moura / Agência Brasil)
“O TSE está na vanguarda mundial do enfrentamento à desinformação”, diz Edson Fachin, presidente do TSE, (foto: Carlos Moura / Agência Brasil)

TSE anuncia canal oficial no aplicativo de mensagens

O acordo prevê algumas ações para auxiliar no combate à desinformação. É o caso da criação de um canal verificado do tribunal no Telegram voltado para a veiculação de informações sobre as eleições. A plataforma também terá de oferecer suporte técnico para desenvolver uma assistente virtual para tirar dúvidas sobre o pleito.

A colaboração ainda prevê algumas ferramentas para impedir a proliferação de fake news na plataforma. É o caso da “criação de uma nova funcionalidade que marcará conteúdos desinformativos”. Os responsáveis pelo aplicativo de mensagens também terão de disponibilizar um canal para agilizar o contato com a corte.

“A parceria também prevê a disponibilização de um canal extrajudicial ao TSE, para que possam ser realizadas denúncias dentro da plataforma, a serem investigadas pelo próprio Telegram para verificar se os canais denunciados violaram políticas internas”, anunciaram. Os representantes do mensageiro também vão participar de reuniões periódicas da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação da corte.

O memorando também informa as intenções do tribunal. O documento ressalta que o TSE vai filtrar as denúncias feitas pelo canal extrajudicial. A corte também terá de disponibilizar informações e relatórios sobre o desenvolvimento das eleições “para que o Telegram desenvolva suas políticas internas e melhores práticas”.

O acordo está previsto para ser encerrado em 31 de dezembro. “Este memorando poderá ser rescindido unilateralmente a qualquer tempo mediante envio de notificação por escrito ao outro partícipe”, diz o documento. Mas as duas partes poderão se reunir para desenvolver novas ações após o fim da vigência.

Telegram vai oferecer recursos para combater a desinformação durante as Eleições de 2022 (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)
Telegram vai oferecer recursos para combater a desinformação durante as Eleições de 2022 (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Tecnocast 219 – O Telegram que você não conhecia

Na superfície, o Telegram é apenas um aplicativo de mensagens. Longe do olhar da maioria dos usuários, porém, a plataforma se tornou local seguro para criminosos e propagadores de desinformação. Com o aumento da popularidade do aplicativo entre os brasileiros, é inevitável perguntar: como devemos lidar com um espaço tão pouco moderado como o Telegram?

Essa é a pergunta que guia nossa conversa com Leonardo Nascimento, sociólogo digital e pesquisador da Universidade Federal da Bahia. No episódio 219, mergulhamos no lado mais sombrio do Telegram, e refletimos sobre o que fazer quando uma tecnologia é apropriada para fins nocivos. Dá o play e vem com a gente!

Bruno Gall De Blasi

Bruno Gall De Blasi é jornalista e cobre tecnologia desde 2016. Sua paixão pelo assunto começou ainda na infância, quando descobriu "acidentalmente" que "FORMAT C:" apagava tudo. Antes de seguir carreira em comunicação, fez Ensino Médio Técnico em Mecatrônica com o sonho de virar engenheiro. Entrou para o Tecnoblog em 2020 e também escreveu para o TechTudo e iHelpBR.

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