Como ficam as baterias de smartphones e tablets depois de 2 anos de uso

Paulo Higa
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• Atualizado há 3 meses

As baterias de íons de lítio, que certamente estão dentro do seu smartphone ou tablet, têm uma característica bastante conhecida: à medida que você completa ciclos de carga e descarga, elas vão perdendo capacidade. É por isso que a duração da bateria do seu aparelho piora com o tempo. Mas quão grande é essa perda depois de dois anos de uso?

A Proteste testou a bateria de sete smartphones e cinco tablets para descobrir a taxa de diminuição da vida útil das baterias. O experimento consistia em exibir um vídeo de alta definição por streaming, pelo Wi-Fi, usando o navegador padrão do dispositivo. Quando a bateria do pior smartphone chegava a 20%, todos os dispositivos eram recarregados novamente.

É claro que os smartphones não foram testados por dois anos — o Galaxy S5, por exemplo, não tem sequer um ano de mercado brasileiro.

Para simular o tempo, foram completados 365 ciclos de carga no pior smartphone, ou seja, a Proteste considerou que um usuário médio faria uma carga a cada dois dias. No caso dos tablets, foram 244 ciclos (uma carga a cada três dias). Um ciclo de carga é completado quando você recarrega o equivalente a 100% — se você recarregou de 60% a 90% num dia (30%) e depois de 10% a 80% no outro (70%), isso é contado como apenas um ciclo.

Entre os smartphones, quem se saiu pior foi o iPhone 5s: no primeiro dia, o smartphone chegava a 5h50min de duração no streaming de vídeo; no último dia, esse tempo caiu para 5h03min. Isso significa que, depois de dois anos, 86,6% dos 1.560 mAh da bateria do iPhone 5s poderiam ser usados por uma pessoa comum.

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Na outra ponta da tabela ficou o LG G Flex, que manteve 100% da carga após o término dos testes. Como o smartphone de tela curvada possui autonomia longa (8h19min), ele passou por menos ciclos de carga que a maioria dos concorrentes.

Por isso, em relação à qualidade da bateria, me chamou a atenção o bom desempenho do Moto G, que conseguiu manter 97% da capacidade mesmo passando por mais ciclos de carga (autonomia de apenas 5h31min), e o desempenho abaixo da média do Galaxy S5 — que teve a maior autonomia (9h31min), mas ficou com apenas 93,3% da capacidade após os testes.

Já entre os tablets, o melhor colocado foi, ironicamente, o iPad (modelo não especificado), que chegou com 95,2% da capacidade original após os testes. Em último lugar ficou o Surface 2, com 87,6% da carga original — apesar disso, o tablet da Microsoft teve a maior autonomia no teste de streaming de vídeo, aguentando 7h23min longe da tomada.

Mesmo com a perda de capacidade de até 13,4% nos aparelhos testados, a Proteste julgou que todas as baterias foram aprovadas, afirmando que elas continuariam “bem conservadas” após dois anos de uso. A associação, no entanto, recomendou que as fabricantes incluam a bateria nos termos da garantia contratual e expliquem melhor aos consumidores o custo da troca do componente.

Você pode ver os detalhes na página da Proteste.

Com informações: Proteste, UOL.

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