Chips Intel Core de 14ª geração devem trazer de volta memórias cache L4

Maioria dos processadores tem cache até nível 3, mas código de atualização para Linux sugere que chips Intel Meteor Lake trarão cache L4

Emerson Alecrim
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Chip Core Alder Lake-HX (imagem ilustrativa: divulgação/Intel)
Chip Core Alder Lake-HX (imagem ilustrativa: divulgação/Intel)

A 14ª geração de chips Intel Core (Meteor Lake) está prevista para o fim de 2023, mas alguns detalhes dos futuros processadores já estão vindo à tona. Um deles “vazou” em uma atualização para o kernel Linux: o código-fonte tem um trecho para cache L4. É uma surpresa. Normalmente, o cache das CPUs vai até o L3.

Os detalhes técnicos a respeito da próxima geração de processadores Core ainda são escassos. Não está claro, por exemplo, se todos os modelos da linha terão cache L4 ou quais as quantidades desse tipo de memória.

A Intel sequer confirmou a inclusão desse recurso. Entretanto, a tal atualização para o Linux tem um trecho que trata especificamente de cache L4, como aponta o Phoronix:

Código com menções a L4 (imagem: reprodução/Phoronix)
Código com menções a L4 (imagem: reprodução/Phoronix)

Além disso, um funcionário da Intel comenta a inclusão do suporte para “cache ADM/L4” na lista de discussão que descreve a atualização. O significado de “ADM” não ficou claro. Mas o Tom’s Hardware sugere que pode ser apenas uma denominação de marketing para o cache L4.

Cache L4 não é inédito para a Intel

Embora incomum atualmente, o uso de cache L4 não é novidade para a Intel. Alguns processadores Core de 4ª geração (Haswell), produzidos entre 2013 e 2015, tinham memórias eDRAM (RAM embutida) que eram consideradas L4. A geração seguinte, de codinome Broadwell, foi a que mais teve modelos com esse recurso.

Em tempo, cache são pequenas quantidades de memória embutidas no próprio processador. Elas são mais rápidas que a memória RAM, por isso, contribuem enormemente para aumentar o desempenho da CPU.

Contudo, a memória cache é classificada em níveis. O nível 1 (L1) é o mais rápido por, entre outros fatores, estar fisicamente próximo dos núcleos. O nível (L2) tem um desempenho intermediário, por assim dizer. O nível 3 (L3) é o mais afastado e, portanto, mais lento, embora costume ser oferecido em quantidade maior em relação ao L1.

Fica claro, portanto, que o nível (L4) tende a ser o mais lento entre todos. É por isso que a maioria dos processadores para no cache L3.

Está aí a razão para o retorno do cache L4 nos chips Meteor Lake surpreender. Podemos até imaginar que essa adição servirá para atender à GPU integrada dos processadores. No entanto, a descrição do código na atualização para Linux indica que somente a CPU poderá acessar o cache de último nível (LLC), que seria justamente o L4.

Chip Core de 13ª geração Raptor Lake-HX (imagem ilustrativa: divulgação/Intel)
Chip Core de 13ª geração Raptor Lake-HX (imagem ilustrativa: divulgação/Intel)

Compatível com o Windows 12?!

Outro detalhe curioso sobre os processadores Meteor Lake são os rumores de que eles estarão preparados para executar o Windows 12.

Até o momento, há não data de lançamento para o próximo sistema operacional da Microsoft, mas os burburinhos indicam que a companhia mudou o intervalo entre gerações da plataforma para três anos. Como o Windows 11 foi lançado em 2021, isso faria o Windows 12 surgir em 2024.

Mais próximos da realidade, porém, são os rumores de que os chips Core de 14ª geração terão suporte a memórias DDR5, interface PCIe 5.0 e Wi-Fi 7.

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Emerson Alecrim

Emerson Alecrim

Repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais e negócios. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Em 2022, foi reconhecido no Prêmio ESET de Segurança em Informação. Em 2023, foi reconhecido no Prêmio Especialistas, em eletroeletrônicos. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém o site Infowester.

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