Google atualiza busca para evitar notícias falsas e conteúdo ofensivo

Paulo Higa
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• Atualizado há 3 meses
Google + cérebro

O Google continua tentando combater as notícias falsas e anunciou nesta terça-feira (25) mudanças no algoritmo de busca para evitar que páginas pouco confiáveis aparecem nos primeiros resultados. O buscador também vai permitir que os próprios usuários deem feedbacks para reportar conteúdos inesperados, imprecisos ou ofensivos.

Segundo o Google, aproximadamente 0,25% das buscas retorna conteúdo ofensivo ou claramente enganoso. Para resolver o problema, a empresa atualizou as diretrizes utilizadas pelos avaliadores com o objetivo de rebaixar páginas com “informação enganosa ou forjada, resultados ofensivos inesperados e teorias da conspiração sem fundamento”.

A mudança afeta qualquer tipo de conteúdo, não apenas notícias. Em dezembro de 2016, o Google enfrentou críticas severas ao deixar, como primeiro resultado da busca “o holocausto existiu?”, um tópico de um fórum de discussão que se propunha a reunir os melhores argumentos para afirmar que o genocídio em massa de judeus na Segunda Guerra Mundial não aconteceu. A atualização evita que isso ocorra novamente.

Além das melhorias internas, o Google lançou mecanismo de feedback para permitir que os usuários reportem conteúdo ofensivo, impreciso ou inesperado. A novidade funciona tanto no preenchimento automático quanto nos snippets em destaque — aqueles blocos que respondem à sua pergunta antes mesmo de você acessar algum link. Basta clicar em “Feedback” e enviar um comentário.

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Paulo Higa

Paulo Higa

Ex-editor executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. No Tecnoblog, atuou como editor-executivo e head de operações entre 2012 e 2023. Viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. Foi coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.