Intel vai lançar chip que minera criptomoeda gastando menos energia

Intel também quer lucrar com mineração de criptomoedas, mas apostando em chip "acelerador de blockchain" que gasta menos energia

Emerson Alecrim
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Chip "acelerador de blockchain" da Intel (imagem ilustrativa: divulgação/Intel)

A Intel quer produzir chips para terceiros e mergulhar no mercado de placas de vídeo dedicadas. Se há abertura para tantas ideias novas, por que não ir ainda mais além e tentar lucrar com o segmento de criptomoedas? Pois bem, a companhia anunciou um chip que promete fazer mineração de bitcoins e afins, mas gastando menos energia do que as soluções atuais.

Um segmento com potencial

Se o chip cumprir o que promete, há boas chances de a Intel emplacar nesse mercado, por um simples motivo: tarefas de mineração demandam muita energia.

Como a mineração de criptomoedas é uma atividade relativamente recente, a maior parte dos equipamentos do tipo tem como base componentes desenvolvidos originalmente para outros fins.

Esses componentes correspondem, majoritariamente, a chips gráficos de alto desempenho, o que explica o fato de uma fatia significativa da receita da Nvidia vir da mineração de criptomoedas (para o desespero dos jogadores que, depois desse movimento, têm dificuldade para encontrar placas de vídeo sem pagar caro por elas).

Hoje, boa parte das atividades de mineração de criptomoedas é viabilizada por equipamentos do tipo ASIC (Application Specific Integrated Circuit). Por serem próprios para esse tipo de atividade, ASICs costumam oferecer controle mais eficiente do consumo de energia.

Mas, mesmo com eles, o gasto energético com mineração é muito alto, razão pela qual esse tipo de atividade exige um bom planejamento. É neste ponto que a solução da Intel pode roubar a cena — de novo, se cumprir o que promete.

“Acelerador de blockchain”

Nas palavras da própria Intel, o tal chip é um “acelerador de blockchain” que será lançado ainda este ano. A expectativa da companhia é a de que a novidade seja pelo menos mil vez melhor no desempenho por watt do que GPUs convencionais em mineração de criptomoedas baseada em SHA-256.

Um trecho da nota da Intel deixa claro que a companhia está apostando nesse segmento por ter enxergado ali uma boa oportunidade: “sabemos que alguns blockchains requerem um enorme poder computacional, o que, infelizmente, se traduz em um imenso gasto de energia”.

Clientes a companhia já tem. Os serviços de mineração Argo Blockchain e Griid Infrastructure estão entre os primeiros, assim como a Block, empresa liderada por Jack Dorsey (cofundador do Twitter) que, em dezembro de 2021, deixou o nome Square de lado para sinalizar o seu foco em blockchain.

Mais informações devem ser reveladas no evento International Solid State Circuit Conference, marcado para 20 de fevereiro.

Com informações: Reuters.

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Emerson Alecrim

Emerson Alecrim

Repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais e negócios. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Em 2022, foi reconhecido no Prêmio ESET de Segurança em Informação. Em 2023, foi reconhecido no Prêmio Especialistas, em eletroeletrônicos. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém o site Infowester.

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