Governo pede que Twitter remova mais de 400 contas por apologia a ataques em escolas

Ministro Flávio Dino também informou que TikTok foi notificado para remover contas que incitavam massacre; contas utilizam redes sociais para incentivar novos ataques

Felipe Freitas
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Twitter (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Ministério da Justiça (MJ) está pedindo a remoção de mais de 400 contas no Twitter após os ataques em escolas. No sábado (8), o ministro Flávio Dino, chefe da pasta, publicou em seu Twitter que pediu a remoção de 270 contas que veiculam hashtags de apoio aos crimes. Já no domingo, Dino informou que foi pedido a remoção de mais 160 contas no Twitter e três no TikTok.

Ainda segundo o ministro, os autores das publicações, que promovem uma idolatria aos ataques, estão sendo investigados. Foram cumpridos mandados de busca a apreensão, no qual sete armas foram apreendidas e um suspeito foi preso. Desde o ataque à escola Thomazia Montoro, em São Paulo, seguido do ataque à creche em Blumenau, ameaças aos crimes desse tipo cresceram nas redes sociais.

Medida faz parte da Operação Escola Segura

A ação de remoção de contas que promovem conteúdo criminoso nas redes sociais integra a Operação Escola Segura. A Operação é uma iniciativa do Ministério da Justiça para receber denúncias de ameaças e possíveis ataques em colégios feitas pelas redes sociais. Desde sábado, o MJ anunciou que 433 contas (somando Twitter e TikTok) foram alvos de pedidos de remoção.

Nas denúncias contra contas do TikTok, Flávio Dino informou que os perfis “viralizavam conteúdo que incitava medo nas famílias”. Uma rápida apuração no Twitter mostrou perfis que idolatram assassinos autores de massacres, além de pessoas assustadas com possíveis ataques em outras escolas.

Consulado americano prestará auxílio em investigação

Após o ataque à creche em Blumenau, o Consulado americano divulgou que mediará o contato do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) com as redes sociais sediadas nos Estados Unidos. O objetivo é permitir que o MPSC investigue ameaças e autores de publicações que promovam os crimes.

No dia 3 de abril, seis dias depois do ataque à escola em São Paulo, a polícia civil de Santa Catarina apreendeu um adolescente acusado de ameaçar através das redes sociais um ataque a uma escola em São José, na região metropolitana de Florianópolis.

Ainda nesta segunda-feira, uma publicação no Instagram levou a polícia civil do Distrito Federal a investigar uma ameaça a um colégio de Brasília. A imagem postada pela conta indicava que o crime aconteceria no dia 10 de abril. A polícia militar do Distrito Federal informou que a situação está controlada. Todavia, a investigação da PC-DF continua.

Além das ameaças, há ainda mensagens falsas divulgadas em grupos de WhatsApp de colégios. Nessas situações, áudios sobre “novos alvos” acabam aterrorizando pais e alunos. Ao contrário das ameaças, esses casos são identificados como trotes e falsas denúncias.

Com informações: Agência Brasil, NDMais, Metrópoles e G1

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Felipe Freitas

Felipe Freitas

Repórter

Felipe Freitas é jornalista graduado pela UFSC, interessado em tecnologia e suas aplicações para um mundo melhor. Na cobertura tech desde 2021 e micreiro desde 1998, quando seu pai trouxe um PC para casa pela primeira vez. Passou pelo Adrenaline/Mundo Conectado. Participou da confecção de reviews de smartphones e outros aparelhos.

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