O Firefox OS, sistema operacional da Mozilla que morreu, ressuscitou, mudou de foco e mesmo assim não obteve sucesso, parece ter sido enterrado definitivamente. A Mozilla anunciou nesta quinta-feira (2) a demissão de 50 funcionários que faziam parte da estratégia da organização para levar o Firefox para além dos computadores e dispositivos móveis.
A Mozilla, que tinha cerca de 1.000 funcionários no final de 2016, desligou executivos como Ari Jaaksi, vice-presidente sênior de dispositivos conectados, e Bertrand Neveux, diretor da mesma divisão, segundo o CNET. As demissões, segundo a organização sem fins lucrativos, foram resultado de uma mudança de foco, saindo da área de gadgets e investindo mais em internet das coisas.
A tentativa da Mozilla em criar um sistema operacional para dispositivos móveis não deu certo. O Firefox OS nasceu como uma plataforma voltada para smartphones de baixo custo, que no mercado brasileiro chegaram a ser lançados por menos de 200 reais. No entanto, a Mozilla não conseguiu competir com os Androids básicos, que continuaram crescendo e dominando o mercado.
O sistema foi reposicionado para se transformar em uma plataforma comercial para TVs, como uma alternativa ao Android, Tizen e WebOS. O Firefox OS até chegou a ser adotado por poucos modelos de televisores da Panasonic nos Estados Unidos, mas mesmo assim não obteve uma boa penetração de mercado.
O pior é que mesmo o produto mais conhecido da Mozilla, o Firefox, não anda bem. Nos desktops, ele perdeu mercado com a rápida ascensão do Chrome, que já domina mais de 60% dos PCs no mundo, enquanto o Firefox caiu para menos de 15%. Nos smartphones, dominados por Chrome e Safari, o navegador da Mozilla é tão pouco utilizado que nem possui fatia de mercado divulgada, sendo apresentado como “Outros”.