Samsung e LG deixarão de fornecer telas à Huawei

Restrições dos Estados Unidos forçarão Samsung e LG a deixar de fornecer telas e outros componentes à Huawei

Emerson Alecrim
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• Atualizado há 2 anos e 5 meses
Huawei P30 Lite
Huawei P30 Lite

Parecia que a situação da Huawei não podia piorar. Só parecia: empresas sul-coreanas, com destaque para Samsung e LG, também deixarão de vender componentes para a gigante chinesa. Essa restrição deve afetar principalmente o fornecimento de telas para celulares.

De acordo com o ChosunBiz e outros veículos da Coreia do Sul, a interrupção do envio de peças à Huawei começará a valer em 15 de setembro. Trata-se da data limite que o governo dos Estados Unidos estabeleceu para empresas que mantêm contratos com a Huawei abandonem esses acordos.

As restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos valem para companhias americanas. Isso explica, por exemplo, a razão de celulares da Huawei lançados nos últimos meses não poderem contar com o ecossistema do Google.

Mas as sanções vão além do território americano. Empresas estrangeiras que fornecem componentes à Huawei baseados em algum tipo de tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos devem parar com a parceria, a não ser que obtenham autorização das autoridades americanas para isso.

À Reuters, a LG explicou que a suspensão do fornecimento de componentes representa um impacto mínimo sobre suas operações, pois a companhia não envia grandes quantidades de painéis à Huawei. A Samsung preferiu não se manifestar sobre o assunto, mas é pouco provável que a empresa sinta um grande impacto em suas vendas por conta da decisão.

Os efeitos serão mais drásticos para a Huawei, embora ainda não se saiba em qual medida. É verdade que a companhia conta com fornecedores de telas chineses, mas alguns modelos de smartphones, a exemplo do Huawei P40 Pro+, usam painéis de fabricantes como Samsung. É possível que a produção de TVs e notebooks da Huawei também seja prejudicada.

É válido relembrar que as mesmas restrições fizeram a TSMC deixar de produzir processadores Kirin para a Huawei. A chinesa SMIC é apontada como uma possível saída para a produção desses chips, mas a empresa não tem tecnologia para fabricar modelos mais avançados. Além disso, a companhia também está na mira do governo dos Estados Unidos.

Não é por acaso que a Huawei já dá sinais de que a sua produção de smartphones vai ser bastante reduzida em 2021.

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Emerson Alecrim

Emerson Alecrim

Repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais e negócios. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Em 2022, foi reconhecido no Prêmio ESET de Segurança em Informação. Em 2023, foi reconhecido no Prêmio Especialistas, em eletroeletrônicos. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém o site Infowester.

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