Second Life vai trazer o seu próprio metaverso aos celulares e tablets

Demorou, mas uma versão para dispositivos móveis do simulador de vida será finalmente lançada no futuro; um beta deverá chegar ainda em 2023

Ricardo Syozi
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Uma visão inicial de como o game ficará no celular (Imagem: YouTube / Second Life)

Após 20 anos ininterruptos nos computadores, o jogo de simulador de vida Second Life está desembarcando nos dispositivos móveis. O anúncio foi feito no dia 10 de março na página da comunidade do game e destacou que ele será liberado tanto para Android quanto iOS. Contudo, o desenvolvimento ainda está em fases iniciais, o que levará tempo para vermos uma versão final.

Assim que chegar aos celulares e tablets, essa será a primeira vez que Second Life estará em uma plataforma fora dos PCs. O anúncio veio de surpresa, mas animou a comunidade ativa do jogo. Além disso, a produtora Linden Lab, disponibilizou um vídeo de pouco menos de cinco minutos, no qual apresenta alguns detalhes do projeto.

No conteúdo, a vice-presidente de produto e o vice-presidente de engenharia da companhia afirmaram que a versão para dispositivos móveis está sendo desenvolvida com o motor Unity. Eles começaram pelas partes “mais difíceis”, que na opinião dos dois profissionais é a construção dos avatares e dos belos mundos.

A fidelidade visual entre a versão para dispositivo móvel e a de computadores é um ponto de grande empolgação dos desenvolvedores. Eles disseram que quase nada se perdeu, o que permitirá que usuários mais antigos se sintam “em casa” quando acessarem a jogatina móvel.

A empresa deverá liberar uma versão beta ainda em 2023 para quem quiser testar o título em outras plataformas.

Second Life é metaverso antes do metaverso existir

20 anos atrás, muito antes de Mark Zuckerberg sair por aí afirmando que o metaverso iria nos fazer “sentir como se estivéssemos no mesmo lugar, mesmo que estejamos em estados diferentes ou a centenas de quilômetros de distância”, o jogo da Linden Lab chegou aos PCs.

Second Life foi lançado em junho de 2003, juntando uma forte de base de jogadores interessados em ter uma vida virtual, na qual poderiam ser o que quisessem. A partir daí, diversas produções similares surgiram, como Avakin Life e Socio Town, por exemplo.

A ideia de encontrar pessoas, criar relacionamentos e, até mesmo, trabalhar em um mundo virtual já fazia parte das entranhas do simulador de vida. Sendo assim, um lançamento de uma versão para celulares e tablets pode dar uma segunda vida ao jogo, que já não tem a mesma popularidade de outrora.

Vale lembrar que a produtora Linden Lab estava trabalhando em um sucessor do game para plataformas de realidade virtual, que se chamaria Sansar. No entanto, após muito tempo no projeto, a desenvolvedora decidiu encerrá-lo e o acabou vendendo.

Com informações: ARS Techinica.

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Ricardo Syozi

Ricardo Syozi

Ex-autor

Ricardo Syozi é jornalista apaixonado por tecnologia e especializado em games atuais e retrôs. Já escreveu para veículos como Nintendo World, WarpZone, MSN Jogos, Editora Europa e VGDB. No Tecnoblog, autor entre 2021 e 2023. Possui ampla experiência na cobertura de eventos, entrevistas, análises e produção de conteúdos no geral.

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