Foto por Alvy/Microsiervos/Flickr

A China vem exercendo um controle cada vez maior sobre o que circula no país pela internet. O governo aplicou restrições para VPNs, criou exigências para coibir o anonimato, tudo para censurar críticos e dissidentes.

Desta vez, o Skype foi removido de várias lojas de aplicativos na China, incluindo a App Store da Apple. O serviço, que pertence à Microsoft, ainda funciona para quem já baixou o programa — pelo menos por enquanto.

O que aconteceu? Em comunicado ao New York Times, a Apple diz: “fomos notificados pelo Ministério da Segurança Pública que uma série de aplicativos VoIP não estão em conformidade com a lei local”. A remoção começou no final de outubro, e também ocorreu nas lojas da Huawei e Xiaomi. (A Play Store, do Google, não está disponível no país.)

Este ano, o WhatsApp também foi bloqueado. Outros serviços inutilizáveis no país incluem o Gmail, Facebook, Snapchat, Twitter e Telegram. Eles são barrados por dois motivos: ou usam criptografia, dificultando o monitoramento do governo; ou não exigem que o usuário associe seu nome real à conta, violando uma lei local.

Até outubro, a China estava tentando manter a estabilidade antes de um congresso para definir os líderes do Partido Comunista. No entanto, isso já havia acontecido quando o Skype foi removido das lojas de apps. É um sinal de que as leis locais de segurança cibernética terão um efeito bem profundo.

A Microsoft diz ao NYT que o Skype foi “removido temporariamente” da App Store, e que está “trabalhando para restabelecer o aplicativo o mais rápido possível”.

Com informações: New York Times, Ars Technica.

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Felipe Ventura

Felipe Ventura

Ex-editor

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. No Tecnoblog, atuou entre 2017 e 2023 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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