Sony não dá conta de fabricar sensores de câmeras mesmo com operação 24 horas por dia

Demanda por sensores de imagem para câmeras de celulares está tão alta que a Sony vai precisar de uma nova fábrica

Paulo Higa
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• Atualizado há 2 anos e 5 meses
Apple iPhone 11 Pro

A Sony está enfrentando um novo problema, mas que desta vez é bom para a companhia: a demanda por sensores de imagem para câmeras de smartphones está tão alta que a marca japonesa não está dando conta do recado. Por isso, mesmo com suas linhas de produção funcionando 24 horas por dia, será necessário construir uma nova fábrica.

De acordo com a Bloomberg, este é o segundo ano consecutivo em que a Sony manterá sua linha de produção de chips funcionando inclusive durante as festividades de final de ano. Para tentar resolver o gargalo, a empresa planeja mais que dobrar seus investimentos no negócio de semicondutores, passando a investir 280 bilhões de ienes (aproximadamente R$ 10,4 bilhões) neste ano fiscal.

Se a fábrica da Sony não está atendendo à demanda mesmo funcionando a todo vapor, é hora de construir uma nova unidade, certo? O diretor da unidade de semicondutores da Sony, Terushi Shimizu, afirma que uma planta na cidade japonesa de Nagasaki deverá ser inaugurada em abril de 2021. Ainda assim, “a julgar pela maneira como as coisas estão indo, mesmo depois de todo o investimento em expansão de capacidade, isso ainda pode não ser suficiente”, diz Shimizu.

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A Apple deverá ser uma das grandes responsáveis pelo crescimento da Sony: rumores apontam que ao menos um dos iPhones lançados em 2020 terá uma câmera 3D na traseira para escanear o ambiente e reconstruí-lo no celular. Sabe qual é um dos grandes produtos da Sony para o próximo ano? Isso mesmo, sensores para câmeras de tempo de voo.

O mercado de smartphones não está mais crescendo a passos tão largos, mas a Apple continua vendendo mais de 40 milhões de aparelhos a cada trimestre e, este ano, colocou uma câmera traseira tripla nos iPhones 11 Pro. Outras fabricantes têm incluído até cinco sensores e mesmo modelos básicos estão chegando com três câmeras. Por isso, apesar do crescimento tímido nas vendas de celulares no mundo, a demanda por sensores de imagem só cresce.

Enquanto isso, o negócio de sensores de imagem da Sony surfa na onda do mercado: ela já domina 51% do setor e planeja atingir uma participação mundial de 60% em 2025. A divisão de semicondutores é a segunda mais lucrativa da marca japonesa, perdendo só para a de PlayStation.

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Paulo Higa

Paulo Higa

Ex-editor executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. No Tecnoblog, atuou como editor-executivo e head de operações entre 2012 e 2023. Viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. Foi coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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