Ethereum e ether: o que é, para que serve, cotação e como comprar

Assim como o Bitcoin, o Ethereum é vendido por corretoras e sua cotação pode ser acompanhada de forma fácil na internet; veja como

Jean Prado
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Em segundo lugar na lista de criptomoedas com maior valor de mercado, o ether é uma das moedas virtuais mais populares. Ele e sua blockchain, Ethereum, ganharam bastante popularidade na comunidade, mas também têm seus problemas. Conheça mais sobre essa criptomoeda e sua blockchain nos próximos parágrafos.

Criptomoedas (imagem:WorldSpectrum/Pixabay)
Criptomoedas (Imagem: WorldSpectrum/Pixabay)

Como surgiu o Ethereum?

O documento que apresenta o Ethereum foi introduzido em janeiro de 2014 por Gavin Wood, co-fundador da plataforma de blockchain com Vitalik Buterin, outro co-fundador atualmente em atividade na comunidade. Junto com o Ethereum, foi criada a criptomoeda ether para funcionar com as diversas aplicações do blockchain.

O Ethereum e sua criptomoeda, ether, a princípio, têm diversas similaridades com o bitcoin. A diferença é que na comunidade ether o foco está mais no desenvolvimento da plataforma de blockchain Ethereum, e não tanto no crescimento e especulação do ether, a criptomoeda que é combustível da plataforma.

Para que serve?

Dessa forma, o Ethereum é feito para funcionar com as diversas aplicações ideais de blockchain como contratos inteligentes, financiamento coletivo, organização autônoma e outras aplicações descentralizadas. Depois, o ether entra para financiar a mineração e pagar, por exemplo, os contratos inteligentes.

Da mesma forma que o bitcoin, as transações e todas as outras aplicações são registradas no blockchain.

Para assegurar que os registros são verdadeiros, os usuários devem minerar os blocos com o clássico mecanismo de prova de trabalho (PoW), oferecendo seu poder de processamento para resolver problemas criptográficos complicados. As recompensas são pagas em ether.

Foto por BTC Keychain/Flickr
Ethereum (Imagem: BTC Keychain/Flickr)

No entanto, o mecanismo de PoW deve mudar em algum momento em 2018 ou em 2019. Um grande problema do Ethereum hoje é a escalabilidade, uma vez que a blockchain não consegue processar muitas transações por segundo.

Vitalik Buterin, co-fundador, já reconheceu que esse é o problema número um do Ethereum e está trabalhando em uma correção, chamada de Casper, que deve introduzir outro mecanismo de consenso no Ethereum. Mas vai demorar.

Como minerar ether?

Como existe muita gente minerando ether, é muito comum que os usuários entrem em um pool de mineração, em que várias pessoas se juntam para usar o poder de processamento de todos para validar um bloco.

Depois, a recompensa é dividida apropriadamente para cada um. As ferramentas mais conhecidas são MinerGate, AntPool, e ViaBTC.

Também dá para fazer cloud mining, em que você financia o hardware de uma empresa especializada em mineração e depois recebe uma porcentagem do que foi minerado.

Como o nome indica, você não usa o seu computador; o que você pagou é usado para investir em mais equipamento. As soluções mais conhecidas são Genesis Mining, Eobot e ViaBTC.

Como acompanhar a cotação do ether

Como acompanhar a cotação do ether (Imagem: Reprodução)
Como acompanhar a cotação do ether (Imagem: Reprodução)

A principal forma de acompanhar a cotação de criptomoedas é diretamente pelo Google. Para isso, basta digitar “ether” ou “ethereum” na barra de pesquisa que a cotação em tempo real será exibida no navegador. Além disso, corretoras que fazem comércio da moeda também oferecem uma página de cotação para interessados.

Outra forma de acompanhar é pelo aplicativo da bolsa disponível em dispositivos da Apple. Basta procurar por ETH para conferir os valores de mercado.

Como comprar ether

Como o ether é uma criptomoeda com alto valor de mercado, muitas corretoras oferecem a moeda tanto por Bitcoin quando por dólar. No entanto, já é possível encontrar a moeda sendo vendida por real em exchanges populares como Mercado Bitcoin e Foxbit.

Jean Prado

Ex-autor

Jean Prado é jornalista de tecnologia e conta com certificados nas áreas de Ciência de Dados, Python e Ciências Políticas. É especialista em análise e visualização de dados, e foi autor do Tecnoblog entre 2015 e 2018. Atualmente integra a equipe do Greenpeace Brasil.

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