YouTube é um serviço de compartilhamento de vídeos criado em fevereiro de 2005 por ex-funcionários do sistema de pagamentos PayPal. Foi fundado com um capital de US$ 11,5 milhões, inicialmente com sede no andar superior de um restaurante japonês. O primeiro vídeo foi enviado no dia 23 de abril de 2005 e o serviço foi lançado oficialmente em novembro do mesmo ano. Em novembro de 2006 passou a ser controlado pelo Google, numa negociação de US$ 1,65 bilhão. Em abril de 2012 era considerado o terceiro site mais visitado do mundo, de acordo com o Alexa.
O escritório do Google na Austrália anunciou hoje uma novidade para quem usa o iGoogle naquele país: a adição de widgets sociais. Como o iGoogle tenta ser uma página central na qual o usuário pode ler e-mails, feeds, checar a previsão do tempo, entre outras coisas, a equipe australiana considerou que era hora de dar uma função mais social ao serviço.
“Você não apenas pode continuar fazendo tudo o que adora fazer na sua página inicial, como também terá a opção de compartilar todo tipo de informação, jogar games e colaborar com seus amigos.” – Diz o post no blog do Google Austrália.
Widgets de entretenimento e diversão, como YouTube ou as palavras-cruzadas do New York Times, poderão ser compartilhados com os amigos sem grandes dificuldades. Um novo widget para gerenciamento de lista de tarefas também foi lançado. Ele permite que várias pessoas visualizem a mesma lista.
Segundo o Google, os widgets já instalados continuarão funcionando normalmente e caberá ao usuário decidir se quer usar as funcionalidades sociais deles ou não.
iGoogle australiano: opção de "socializar" os plugins. (Reprodução)
Os novos widgets parecem estar disponíveis apenas para quem acessa o iGoogle a partir da Austrália. Nós do Tecnoblog tentamos utilizar alguns widgets com funções sociais, mas não deu muito certo. Teremos que esperar o Google mundial adotar a ideia.
O YouTube vem sendo acusado nos últimos meses de parecer mais rentável do que é na realidade. Blogueiros e jornalistas publicam artigo após artigo questionando a eficácia dos anúncios exibidos no site. Isso até fez com que Chris Dale e Aaron Zamost, do setor de relações públicas da empresa, publicassem no mês passado um post no blog oficial derrubando os mitos da publicidade no YouTube e colocando os devidos pingos nos ipsilons.
Aparentemente faltaram alguns pingos a serem dados, já que hoje foi publicado outro post relacionado ao assunto no YouTube Biz Blog. Dessa vez, os autores do post citaram um vídeo que foi viralizado na semana passando, ajudando assim a vender a música que serve de trilha sonora para a produção. O vídeo em questão é a filmagem da entrada de um casal na igreja ao som da música “Forever” de Chris Brown. Ele foi visto mais de 12 milhões de vezes.
De acordo com o post, os donos do vídeo perceberam o potencial dele logo no começo e ativaram a ferramenta de monetização disponível para quem publica seus clipes no site. Eles usaram um recurso chamado “Click-to-Buy” (Clique para Comprar), que mostra um link para lojas de música online acima do vídeo que está sendo reproduzido.
Segundo os responsáveis pelo blog do YouTube, a canção “Forever” chegou ao terceiro lugar no ranking de mais vendidos da Amazon e ao quarto lugar das mais compradas da iTunes somente depois de aparecer no vídeo superassistido mundialmente. A taxa de clique nos anunciantes que apareceram na página do vídeo dobraram, enquanto que o mesmo tipo de anúncio no clipe oficial de “Forever” teve aumento de 2,5 vezes na taxa de cliques.
O YouTube tem feito de tudo para ser economicamente viável. Será que adotarão a exibição de anúncios específicos em vídeos virais como modelo de negócios? Fica a pergunta.
E caso você ainda não tenha assistido ao vídeo do casamento dançado, abaixo nós o reproduzimos.
O site de vídeos online Blip.tv anunciou hoje um acordo que envolve diversos outros sites da categoria, com o objetivo de chegar a ainda mais usuários. Mike Hudack, CEO da startup, disse que, com os acordos o Blip.tv chegaria a ter 80% da “internet em vídeo”.
Atualmente o Blip.tv permite apenas que seus usuários façam o upload de vídeo que é, então, exibido em diversos sites parceiros. Com o novo acordo, YouTube e Vimeo passam a reproduzir os programas em vídeo enviados para o Blip.tv com a possibilidade do próprio Blip.tv inserir anúncios no player. Os lucros desses anúncios são divididos em 50% para os criadores e 50% para a startup.
Estatísticas de vídeos publicados através do Blip.tv no YouTube. (Reprodução)
Além disso, a empresa criou novos acordos de distribuição de conteúdo que vai exibir vídeos criados por usuários do Blip.tv em emissoras de TV especializadas em conteúdo digital, como a New York Nonstop e a WNBC, e também na set-up box Roku, usada por assinantes da locadora digital de filmes Netflix para assistir séries e filmes em demanda.
O anúncio das parcerias veio junto com a atualização do dashboard, que agora dá mais controle aos usuários, permitindo editar episódios dos seus programas em conjunto e visualizar melhores e mais completas estatísticas para cada vídeo. [Techcrunch / Cnet]
Por ora a Microsoft para de competir diretamente com o YouTube, do seu arquiinimigo Google. A companhia decidiu (finalmente) desligar os servidores que mantinham o Soapbox, serviço de exibição de vídeos criados por usuários, no ar.
A partir de 31 de agosto desse ano o Soapbox estará indisponível e não será mais exibido no MSN Video, página do MSN que agrupa vídeos gerados por empresas de comunicação conhecidas. No Brasil, o MSN Video contém vídeos do jornal esportivo Lance, da BBC Brasil e também da agência de notícias Reuters.
Segundo um porta-voz da Microsoft, já em 29 de julho usuários não poderão mais enviar seus vídeos para o Soapbox. O conselho do porta-voz foi que quem guardar seus vídeos deveria copiá-los para o computador antes de 31 de agosto.
O MSN Video continuará a existir e ser parte importante do portal MSN, com seus 88 milhões de visitantes únicos mensais ao redor do mundo e 480 milhões de vídeos assistidos também mensalmente. [Ars Technica]
Em mais uma atitude no mínimo inusitada, a direção do buscador Bing decidiu lançar uma espécie de concurso cultural. Detalhe: no YouTube. Os fãs do Bing que quiserem participar do concurso devem criar um jingle para o buscador, gravá-lo em vídeo e depois enviar como resposta ao perfil do Bing no YouTube.
Funcionários do Bing foram os primeiros a participar, até mesmo para dizer como o concurso funciona. Você pode conferir o (desastroso) resultado abaixo.
O envio de vídeos vai até o dia 31 de julho, mas a votação continuará até 5 de agosto. O prêmio será um vale-compras da American Express no valor de 500 dólares (950 reais), mas o perfil do Bing se comprometeu a dar também uma camisa semelhante à que os funcionários do serviço usam no vídeo.
Uma vez que o Bing é um serviço global, espera-se que os jingles sejam em inglês. No entanto, se você fizer um jingle para o Bing em português, não esqueça de nos avisar através do formulário de contato. Quem sabe nós não o publicamos por aqui? [TechCrunch]
Correção: A notícia informa erroneamente que a música que o Keyboard Cat toca é do Hall & Oates. O Cris Dias esclarece a situação: “A música do Hall & Oates não é a do ‘pianinho’. No final desse vídeo tem um pedaço do clipe da dupla rainha do mullet. Ainda assim ridículo, claro. Mas é a Warner”. Falha nossa.
Keyboard Cat: mudo.
Há uma espécie de ditado popular que diz “Não sabe brincar, não desce do play”. Pois a Warner é uma das empresas que definitivamente não sabem brincar, ou pelos deixar que outras pessoas brinquem sem estragar a diversão. A empresa optou pela remoção da música que é tocada pelo Keyboard Cat no YouTube.
Para quem não sabe, o Keyboard Cat é um felino que supostamente consegue tocar a tal música. Ele está presente em vídeos nos quais situações inesperadas, geralmente seguidas de um “FAIL”, são apresentadas. Por exemplo: Leo Laporte e Michael Arrington discutiram? Já existe uma versão da discussão com Keyboard Cat.
A Warner Music Group é a gravadora do grupo musical Hall & Oates, que gravou a música “You Make My Dreams Come True”. É supostamente na melodia dessa música que o Keyboard Cat se baseia para fazer o próprio som no teclado e tirar sarro dos vídeos mais curiosos.
Desde que os executivos das médias e grandes empresas descobriram o PowerPoint (e nossas mães o email), não existe uma pessoa no planeta que nunca tenha ao menos visto um vídeo inserido em um slide.
Com a chegada do YouTube, seus vídeos não poderiam ficar de fora. No entanto, até hoje para utilizar essa praga funcionalidade, existiam basicamente duas formas: ou se fazia o download do vídeo FLV do site e convertia para um formato aceito para então ser inserido, ou se adicionava um controle Shockwave para executar o vídeo online, o que não é nada trivial. Ainda havia o fato das referências aos vídeos serem estáticas, o que impossibilitava a movimentação do arquivo entre máquinas e sua distribuição na internet.
Para acabar com este problema, o site Author Stream, serviço de compartilhamento de slides, lançou um plug-in para o PowerPoint que permite a busca e inserção fácil de vídeos do YouTube, assim como a busca de imagens no Bing. Após sua instalação, o plug-in adiciona uma nova opção ao menu do PowerPoint, de onde pode ser feita a busca. A simples inserção da URL do vídeo também faz com que ele seja adicionado ao slide. Além disso, o plug-in exibe um preview do vídeo a ser inserido.
Com fácil utilização e disponibilizado gratuitamente, o plug-in é 100% compatível com o compartilhamento feito pelo próprio site. No entanto, requer o Microsoft PowerPoint 2007. [Digital Inspiration]
[Atualização em 20/07/2009 às 21:20] O novo PowerPoint 2010 terá o recurso de inclusão de vídeos do YouTube (e outros sites de vídeo) nativo, o que praticamente invalida esse plugin.
Mais uma pá de cal é jogada em cima do caixão do finado Internet Explorer 6: foi a vez do YouTube dar sua singela despedida ao browser de quase dez anos de idade da Microsoft. A partir de agora, quem acessar o site utilizando o IE6 receberá uma mensagem como a que você pode conferir abaixo, na qual é sugerido que o usuário atualize seu browser para a versão mais nova, o Internet Explorer 8, ou a versão atual de dois de seus concorrentes, Firefox 3.5 ou Google Chrome 2.
Nós do Tecnoblog não utilizamos o IE6 para tirarmos uma screenshot em português =/
Enquanto outros sites simplesmente recomendam a utilização de um browser decente atual, o que acontece no YouTube não é assim tão simples. Com a notificação de que o IE6 não será mais suportado pelo site, deixa também em aberto o futuro sobre o serviço, uma vez que não tendo que garantir o funcionamento em um browser defasado, novas tecnologias podem ser trazidas a público.
Diferente do que pode parecer, até mesmo a Microsoft já tentou, mais de uma vez, acabar com o império do Internet Explorer 6, mas nem mesmo depois de muito marketing e duas versões melhores, mais rápidas e mais seguras do browser, conseguiram mandar o tão mal falado navegador ao limbo digital. [Techcrunch]
Na semana passada publicamos um post dizendo que as tags <audio> e <video> foram cortadas da especificação HTML5 por causa de uma falta de acordo entre os principais fabricantes de navegadores. Nessa semana, no entanto, um enorme debate está tomando conta dos fórums, listas de discussões e campo de comentários em blogs ligadas ao assunto. Lendo alguns desses artigos, percebi uma coisa: diferente do que eu escrevi no texto, as tags <audio> e <video> não foram cortadas completamente da especificação. Elas tiveram apenas as os dois braços e as duas pernas decepados, só isso.
O debate que está acontecendo agora é similar à guerra de formatos na indústria de cinema. Lembra da batalha do Betamax e VHS? E da mais recente, HD-DVD e Blu-ray? Dessa vez, não há fitas nem discos envolvidos, são dados, zeros e uns. De um lado, o codec de código aberto Ogg Theora. Do outro, o já conhecido H.264, usado em vídeos de alta definição no YouTube. O vencedor da disputa reinará soberano em todos os navegadores do planeta.
O cenário até o momento mostra que o principal empecilho impedindo a padronização do codec não envolve nada muito tecnológico, e sim problemas com patentes e licenças. De um lado, os que suportam Ogg Theora (Mozilla e Opera) argumentam que licenças do codec H.264 são extremamente caras e não podem ser re-distribuídas. Já aqueles que decidiram ficar do lado do H.264 (Apple e Google) dizem que pelo Ogg Theora ser um codec de código livre é possível que existam infrações de patente dentro dele, além da qualidade não ser tão boa. E tem a Microsoft, que preferiu espiar de longe as crianças brigando no parque e não tá nem aí pra tag <video>.
A discussão também acontece com menos intensidade sobre a tag <audio>, mas Ian Hickson, editor responsável pelo HTML 5, acredita que por ser menos complicado que a codificação de vídeos, as empresas chegarão a um consenso em breve. [ArsTechnica]
A semana passada pode ter sido uma das mais movimentadas nos escritórios do YouTube. A começar com a avalanche de fãs de Michael Jackson querendo assistir os clips musicais do falecido rei do pop. Enquanto sites de notícias como o TMZ, LA Times e The New York Times lutavam para não sairem do ar, o YouTube foi um dos poucos que se manteve em pé durante todo o tempo. Até os servidores de busca do todo-poderoso Google ficaram com as pernas bambas devido ao excesso de buscas com o nome do cantor.
Além do tráfego saindo do site, ele também sofreu um considerável aumento no tráfego para o site. Desde o início do ano, o upload de arquivos aumentou em 1700%. Mas a surpresa mesmo aconteceu depois do lançamento do iPhone 3G S, que tem a capacidade de gravar pequenos filmes e uma ferramenta de publicação direta para o YouTube. Um dia após o lançamento do aparelho, a quantidade de vídeos enviados para lá aumentou em 400%. E esses números são de um post escrito por Dwipal Desai, Gerente de Produtos, no blog oficial.
Uma mudança que pode ter sido influenciada ou não pelo lançamento do iPhone 3G S foi o aumento do limite de tamanho individual de cada vídeo. Quem tem uma conta de diretor, músico, comediante ou normal agora pode enviar arquivos de até 2GB, embora o limite de tempo continue em 10 minutos. Contas de parceiros do YouTube (leia-se: aqueles que rendem dinheiro) agora podem enviar vídeos de até 20GB. Ainda na parte de novidades, também foi anunciado a mudança do layout da página de canais. Esse layout já estava disponível em beta para alguns usuários e agora será o padrão para novas contas e as antigas receberão o update ao longo das próximas semanas.
Como se não bastasse os novos designs e o novo limite, eles também anunciaram a criação de uma página específica para Trailers. O endereço é fácil: http://youtube.com/trailers. O TecnoBlog News apurou que a página tem as mesmas restrições da sessão TV Shows do YouTube: nem todos os vídeos publicados podem ser exibidos no Brasil devido a problemas de direitos autorais. [Mashable / YouTube Blog 1 e 2]