O PayPal começou a testar nesta semana seu serviço móvel de pagamentos no Brasil. A proposta é aquela que já é relativamente bem conhecida, mas que ainda dá seus primeiros passos no país: disponibilizar ao consumidor a opção de pagar compras em estabelecimentos físicos a partir do seu smartphone ou tablet.

Disponível por meio de seus aplicativos para Android e iOS, o serviço foi apresentado nesta quinta-feira por David Marcus, ninguém menos que o presidente global da companhia. O executivo ressaltou que a ferramenta já é utilizada em diversos estabelecimentos de países como Estados Unidos, Japão e Austrália, mas que estreia na América Latina somente agora, com o Brasil.

No PayPal “tradicional”, o usuário pode fazer compras na internet sem informar os dados do seu cartão de crédito à loja online, uma vez que esta informação fica restrita à sua conta no serviço, que faz a intermediação de toda a operação.

O app móvel, de certa forma, estende esta possibilidade aos estabelecimentos físicos: a pessoa faz check-in na loja, escolhe os produtos ou serviços de seu interesse e, logo em seguida, confirma o pagamento, tudo a partir do celular. Dá até para incluir a gorjeta.

PayPal Check-In

Além de receber um email detalhando cada transação, o usuário pode utilizar o próprio aplicativo para consultar o histórico de pagamentos. Futuramente, a empresa pretende liberar uma funcionalidade que permite ao consumidor encontrar lojas compatíveis com o serviço que estejam próximas de sua localização.

Por ora, o serviço só funciona na loja da Suplicy Cafés, no bairro Jardins da capital paulista. Ali, depois que o usuário faz check-in, o caixa emite o valor da conta por meio de um iPad. Em seguida, basta ao consumidor confirmar o pagamento em seu dispositivo móvel. O valor será, por fim, debitado no cartão cadastrado no PayPal.

Não se sabe quando (e se) o serviço será liberado para outros estabelecimentos. Para tanto, o PayPal, a exemplo de outras empresas que estão investindo neste segmento, precisa analisar não só os aspectos técnicos (comunicação móvel, segurança, etc.) como também a desconfiança e a “falta de cultura” do brasileiro quanto a esta modalidade.

O desafio é dos grandes. Atualmente, a maioria dos consumidores do país utiliza dispositivos móveis apenas para saldos e extratos, no que diz respeito a serviços financeiros. Enquanto as vantagens dos pagamentos via celular não ficarem evidentes, o cartão de crédito continuará tendo presença garantida nas carteiras.

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Ademar Abiko Jr.
Pois é. NFC seria tão mais prático. Só usar a senha do telefone mesmo, inserir valor e passar.
Arthur Vicentini
Culpe a Apple. Nenhum iPhone tem NFC.
Eduardo Papa
queria que isso funcionasse por nfc. Seria acho eu mais prático. O mundo não acompanha a evolução tecnológica que vivemos. Por isso as coisas demoram e vêm caras demais. Samsa propagandeia no galaxy s3 e s4, vendem sei la quantos milhões de aparelhos, por que nao entao investir numa maquininha de cartão de credito mais evoluída com um nfc embutido... já tem no brasil 1,8 milhões de estabelecimentos segundo as propagandas.