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O maior problema da realidade virtual: ela pode ser real demais para algumas pessoas

O principal desafio da realidade virtual é fazer o cérebro entender que corpo e mente estão na mesma realidade

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Desde quando eu era criança, ouço falar que a realidade virtual revolucionaria o mercado de entretenimento. Parece um tópico relativamente novo, mas os primeiros experimentos com esse propósito remontam da década de 30 — que o diga Stanley G. Weinbaum e seu enredo de Pygmalion's Spectacles.

A Nintendo tentou algo similar com seu controverso Virtual Boy em meados de 1995 (sem nenhum sucesso) e de lá para cá muita coisa mudou. Surgiu o Oculus Rift, cuja empresa que o concebeu, a Oculus VR, foi adquirida pelo Facebook há dois anos. Em seguida, começou-se uma nova corrida para tentar lançar os melhores óculos de realidade virtual do mercado, com nomes como a própria Oculus, mas também gigantes como Google, Samsung e Sony.

Especialistas do segmento afirmam que 2016 será o ano em que a realidade virtual vai decolar de vez. Ao menos foi o que alguns deles disseram durante o evento Intel Global Capital Summit que aconteceu essa semana em San Diego, nos Estados Unidos.

Todavia, para que o sucesso seja alcançado, as fabricantes vão ter que lidar com um percalço um tanto quanto curioso: lapsos de convicção. Em algumas simulações feitas com pessoas sentadas em cadeiras confortáveis, às vezes a realidade virtual é real demais. Isso porque o nosso cérebro não consegue lidar harmoniosamente com o fato de que o corpo está parado e em "movimento" ao mesmo tempo.

Durante a E3 deste ano, enquanto eu testava os óculos Morpheus, da Sony, pude sentir isso na pele:

O bacana é que essa sensação incômoda simplesmente desaparece quando o experimento nos coloca em uma situação na qual precisamos nos mexer e acompanhar o que os olhos veem. Como o que vem fazendo a equipe da empresa austríaca Cyberith, e seu Virtualizer:

O Dr. Ronald Azuma, chefe do departamento de realidade virtual da Intel, afirma que esse é um problema urgente dentro desse segmento: "O lapso de convicção descreve o conflito entre ter a sensação real de estar voando ou se movendo dentro de um jogo com visão em primeira pessoa, enquanto o cérebro sabe que o corpo está parado. É um conflito entre o que nossos sensores de equilíbrio nos dizem e o que nossos olhos vêem. E isso eu não sei como resolver. É um problema muito sério", diz.

Uma possível saída seria utilizar pulsos eletromagnéticos dentro do ouvido do jogador para "tapear" o cérebro, fazendo ele acreditar que o corpo está se movendo. Claro que se alguém me oferecesse para testar algo assim eu diria: "Topo, topo, por que não? Mas você testa primeiro!". Afinal, eu sou curioso, mas nem tanto.

Pessoalmente, acredito que a aplicação de óculos de realidade virtual continuará restrita a poucos experimentos. E se existe algo que pode fazer sucesso com isso são os projetos dinâmicos de ambientes completamente preparados para games imersivos. Como por exemplo o que o pessoal da Zero Latency está fazendo na Australia:

E principalmente como o The Void, com base em Utah, nos Estados Unidos:

E você? Acredita que 2016 será mesmo o ano da realidade virtual? Ou esse segmento precisa evoluir muito ainda para se tornar comercialmente viável?

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Gabriel Ferreira de Mattos

Com dispositivos como o Google Cardboard e smartphones com giroscópio e DPPi acima de 400 a realidade virtual já é uma "realidade" acessível, digo isto porque um cardboard custa algo entre R$ 30 e 100,00 e com smartphones como LG G3, Moto X enfim, na casa de R$ 1.000,00 capazes de rodar os aplicativos atuais, digo que esta aí as portas a realidade virtual... enfim muitos vão dizer que um PDA de R$ 1.200,00 é caro para maioria das pessoas, mas o que vejo nas ruas é que o gadget tem sido o "maior investimento" das pessoas, ou seja, tem gente que prefere um iPhone há uma TV melhor, ou mesmo uma geladeira (sonhos de consumos de nossos pais por exemplo)... Enfim, se voce sabe do que estou falando e tem um smartphone "mediano" no bolso bem vindo ao mundo novo... sim é claro, quando tinha um PS one e meu vizinho comprou um PS2 eu descobri que o capitalismo é selvagem... eu tenho um carboard e você pode ter um RIFT, mas, dentro de nossas posses estamos experimentando este mundo novo, que sim, as vezes dá nauzeas porque infelizmente nossa mente reluta contra o que vê, mas quando a experiência é legal... mesmo pessoas de idade que jamais falaram, sonharam com isto ficam encantadas... faça um teste com um cardboard de R$ 30,00 com um desenho animado, uma montanha russa, sim bem fajuta... ou uma visitinha à Versallies para quem nunca sonhou em estar lá ou mesmo poderia... Eu digo que é bem vindo e que sempre haverá um melhor ou pior, o que importa é cada um curtir o que tem e inegavelmente vai curtir muito... Toda tecnologia que nasce nasce embrionária, o video-game é o exemplo claro.. eu me diverti muito com um atari numa tv de 14" colorida... mas também me divirto hoje com uma TV de 55 3D e um PS3... há uma simbiose entre a mente e o objetivo, se o objetivo é desafiador e motivante a mente dá um jeito e torna até um "sudoku" inimaginavelmente atrativo... enfim, só pode dizer que é ruim e sem futuro quem experimentou... eu tenho assistido a vídeos educativos, tipo "how it works" e imagino minhas aulas de ciências com aquele recurso... também visitar museos, com tempo e dedicação e não na correria de um turista... mas acho que para os gamers a busca pela perfeição gráfica e zilhões de pixels e FPS x10³... ok, este é o objetivo da indústria atual, mas peguem leve, estamos falando de projetar uma tela de celular há incríveis 1000 polegadas... recém fazemos projetores com isto com qualidade impecável... acho que o negócio é acompanhar e desfrutar lembrando que o amanhã será de novas descobertas...

Gabriel Ferreira de Mattos
Com dispositivos como o Google Cardboard e smartphones com giroscópio e DPPi acima de 400 a realidade virtual já é uma "realidade" acessível, digo isto porque um cardboard custa algo entre R$ 30 e 100,00 e com smartphones como LG G3, Moto X enfim, na casa de R$ 1.000,00 capazes de rodar os aplicativos atuais, digo que esta aí as portas a realidade virtual... enfim muitos vão dizer que um PDA de R$ 1.200,00 é caro para maioria das pessoas, mas o que vejo nas ruas é que o gadget tem sido o "maior investimento" das pessoas, ou seja, tem gente que prefere um iPhone há uma TV melhor, ou mesmo uma geladeira (sonhos de consumos de nossos pais por exemplo)... Enfim, se voce sabe do que estou falando e tem um smartphone "mediano" no bolso bem vindo ao mundo novo... sim é claro, quando tinha um PS one e meu vizinho comprou um PS2 eu descobri que o capitalismo é selvagem... eu tenho um carboard e você pode ter um RIFT, mas, dentro de nossas posses estamos experimentando este mundo novo, que sim, as vezes dá nauzeas porque infelizmente nossa mente reluta contra o que vê, mas quando a experiência é legal... mesmo pessoas de idade que jamais falaram, sonharam com isto ficam encantadas... faça um teste com um cardboard de R$ 30,00 com um desenho animado, uma montanha russa, sim bem fajuta... ou uma visitinha à Versallies para quem nunca sonhou em estar lá ou mesmo poderia... Eu digo que é bem vindo e que sempre haverá um melhor ou pior, o que importa é cada um curtir o que tem e inegavelmente vai curtir muito... Toda tecnologia que nasce nasce embrionária, o video-game é o exemplo claro.. eu me diverti muito com um atari numa tv de 14" colorida... mas também me divirto hoje com uma TV de 55 3D e um PS3... há uma simbiose entre a mente e o objetivo, se o objetivo é desafiador e motivante a mente dá um jeito e torna até um "sudoku" inimaginavelmente atrativo... enfim, só pode dizer que é ruim e sem futuro quem experimentou... eu tenho assistido a vídeos educativos, tipo "how it works" e imagino minhas aulas de ciências com aquele recurso... também visitar museos, com tempo e dedicação e não na correria de um turista... mas acho que para os gamers a busca pela perfeição gráfica e zilhões de pixels e FPS x10³... ok, este é o objetivo da indústria atual, mas peguem leve, estamos falando de projetar uma tela de celular há incríveis 1000 polegadas... recém fazemos projetores com isto com qualidade impecável... acho que o negócio é acompanhar e desfrutar lembrando que o amanhã será de novas descobertas...
Jean Steffano
A realidade virtual já é legal em casa, então imagina em eventos? Tem sido muito comum de algumas empresas trazerem esse tipo de tecnologia para engajar mais os clientes. Algumas empresas de eventos como a Pixelsav já oferecem serviços de VR para a divulgação de mercas e produtos. Aqui tem um Demo Reel bem interessante com alguns trabalhos que eles já realizaram: http://www.pixelsav.com.br/projetos/show-reel-pixel-2015/
Edu Gabriel
Não.Em 2016 é apenas o teste, que pode se tornar real a realidade virtual.Como muitos coisa que já foram enventadas está pode ser uma plataforma para a realidade virtual chegar ao 100% do seu desenvolvimento em anos futuros
eduardo amador
Se não fosse o Linux tu não estarias agora comentando esta besteira. Experimente usar, deixe o medo de lado e o comodismo. Vais ver que é muito bom aprender coisas novas.
Henrique
WOW, LINK START E PARTIU SAO!!
Lyed Kun
ja cheguei a testar o rift, mas nã o senti enjoo não, meus amigos quase vomitaram, deve varia de pessoa pra pessoa!
Daniel Gomes Nóbrega Comba
Na minha opinião acho que podiam apurar esta tecnologia aos 5 sentidos humanos e criar uma outra realidade virtual em que nós estamos mesmo dentro do mundo virtual usando o nosso cérebro como movimentos físicos Como um deste anime por exemplo: Appearance The NerveGear is a streamlined helmet coated in dark blue. At the back, it has a wire of the same color stretched out of a long pad. It also has a battery and internal memory to store data from the games. 30% of the NerveGear's weight is from its internal battery. Transceivers The NerveGear's high density microwave transceivers are capable of accessing the user's brain, allowing it to send fake signals to the five senses of the user. The transceivers are not only capable of inducing fake sensory signals, but can also block every movement command from the brain to the body, preventing the player from moving their body while in FullDive to avoid injuries. The transceivers are also capable of blocking sensory information from the body to the brain, thus, while using it, the player is completely insensate to the physical world.[citation needed] While details are never specified, the powerful electromagnet is able to destroy a person's brain, and SAO's operating system has been programmed to do so if the player's hit points are reduced to zero. Despite the exact method that kills a player being disclosed in the story, some of the signs left behind in the brain are cerebral hemorrhaging, and arterial occlusion. The NerveGear is equipped with a new generation diamond semiconductor central processor. Chronology At the time of the Sword Art Online beta test, there were about 200,000 players in possession of a NerveGear. Half of them applied for the beta test, while only 1,000 of them were actually invited to participate in it. After the events of the Death Game incident, Argus no longer produces new NerveGear units, and most users instead use RECT's replacement for the system - the AmuSphere, which has significantly less powerful transceivers; it is thus incapable of doing harm to a player, but cannot completely eliminate normal sensory input. Kirito is one of the few VRMMO players who used a NerveGear even after the SAO incident, though this is likely due to time and monetary constraints in getting an AmuSphere, as he wanted to check out the possibility of Asuna being trapped in ALfheim Online. Eventually, even Kirito switched to using an AmuSphere after the ALO incident. After the SAO Incident, NerveGear had been seized and disposed as according to Japanese Code of Criminal Procedure, Article 121. Even though the NerveGear is considered obsolete, its base technology was used to develop other VR devices, such as the Medicuboid and the Soul Translator. Usage To use the NerveGear, the player wears the game console over the head. Then it is recommended for the player to find a comfortable position to station the body, commonly being a bed. Afterwards, the game will load by the initiation words «Link Start». retirado do site:http://swordartonline.wikia.com/wiki/NerveGear bem era isto que queria dizer, boa sorte para a empresa. Daniel Gomes Nóbrega Comba
LessTech
E sustenta a maior parte da Internet...
LessTech
Esqueça a Nintendo. O maior erro deles é desenvolver "hardware de Nintendo unicamente para Nintendo".
LessTech
É por causa da latência. A latência na transmissão dos dados ainda é uma barreira para a imersão amigável.
LessTech
Ou para quem trabalha com o sistema e sabe que apesar de não ser o principal sistema para o usuário final, é o que sustenta a maior parte da Internet.
Dmitri
Ainda sonho com o dia em que anunciarão algo como o Nerve Gear de Sword Art Online.
Junior
#TheVoid eu quero - é a melhor representação do ShutUp and take my money.
Leonardo Stringary
Todo ano é o ANO LINUX segundo os entusiastas. kkkkkkkkkk
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