Headset VR da Apple terá bateria externa do tamanho de um iPhone

Telas 4K e chip M2 devem aumentar consumo de energia; Apple vai tentar colocar um pouco de tudo no aparelho para ver o que agrada

Giovanni Santa Rosa
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Marca da Apple
Apple (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Óculos de realidade virtual costumam ser pesados e desconfortáveis. A Apple vai tentar contornar isso de uma maneira diferente: o futuro headset da marca deve contar com uma bateria externa. Ela deve ficar no bolso do usuário e se ligar ao aparelho por um cabo.

As informações são de Mark Gurman, jornalista da Bloomberg que acompanha a empresa de Cupertino. A bateria do headset VR da Apple deve ser do tamanho de um iPhone, mas com espessura maior.

Em termos de design, ela deve ser parecida com a bateria MagSafe dos iPhones. O cabo é preso à bateria e não pode ser desconectado. Haverá também uma porta USB-C para recarregar a bateria.

O headset provavelmente terá dois conectores: um USB-C para transferência de dados e um magnético para a bateria. Este segundo terá um sistema de trava para evitar que o cabo caia — basta girar o conector para ele ficar preso aos óculos.

A bateria deve ser necessária pelo alto consumo de energia do headset, que pode vir equipado com duas telas 4K e chip M2, o mesmo do MacBook Air e do iPad Pro.

O headset pode se chamar Reality Pro ou Reality One, de acordo com patentes registradas pela Apple.

Espera-se que ele seja anunciado na WWDC 2023, conferência anual da empresa para desenvolvedores. O evento começa no dia 5 de junho e vai até o dia 9 de junho.

Headset VR da Apple terá um pouco de tudo

Especulado há muito tempo, o headset de realidade virtual marca a primeira iniciativa da Apple nesta área. E a abordagem será oferecer muitas possibilidades de uso aos compradores.

  • Apps de iPad em realidade mista, com realidade virtual e realidade aumentada, incluindo Livros, Câmera, Contatos, Arquivos, Mail, Mapas, TV e muito mais.
  • Um novo aplicativo para meditação.
  • Transmissões esportivas em realidade virtual.
  • Uso como monitor externo para um Mac.
  • Salas de reuniões virtuais e videoconferência.
  • Um novo aplicativo de atividades físicas, com foco em realidade virtual.
  • Reprodução de vídeos em um ambiente virtual, como deserto ou céu.
  • Controle por mãos, olhos e Siri.

Também se espera que o Reality One ou Reality Pro conte com um sistema operacional novo, provavelmente chamado xrOS.

Segundo Gurman, a escolha por esta abordagem se deu porque a Apple não encontrou nenhum app “matador”, que atraísse interesse de um público específico.

A opção por entregar muitas possibilidades de uso não é nova. A Apple fez o mesmo com o Apple Watch.

No fim, o aparelho encontrou seu público: pessoas que querem acompanhar a saúde e as atividades físicas, além de receber notificações diretamente no relógio.

Com informações: Bloomberg

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Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa

Repórter

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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