Início » Gadgets Mobile » Samsung DeX: um dock que transforma o Galaxy S8 em desktop (e peca no software)

Samsung DeX: um dock que transforma o Galaxy S8 em desktop (e peca no software)

Com preço sugerido de R$ 649, o Samsung DeX conecta o Galaxy S8 a um teclado, mouse e monitor

Por
12/06/2017 às 17h03

Muita gente já tentou. Em 2011, o Motorola Atrix trazia a Lapdock, que transformava o smartphone em notebook. A Canonical também experimentou um Ubuntu Phone, que tinha hardware poderoso para rodar uma versão completa da distribuição Linux. O Continuum do Windows 10 Mobile é uma promessa desde 2015. Agora, a Samsung está chegando com o DeX.

O DeX é um dock que conecta o Galaxy S8 a um mouse, teclado e monitor para transformar o smartphone em desktop. Compacto, ele tem portas USB, HDMI e até Ethernet, além de uma ventoinha para resfriar o celular em tarefas mais pesadas. Será que é bom? Eu conto tudo nos próximos parágrafos.

Como funciona

A embalagem do DeX é a mais simples possível: ela traz o dock… e só. Não há cabo HDMI, USB-C ou mesmo adaptador de tomada, por isso, você precisa utilizar os acessórios que já vieram com o Galaxy S8 ou comprar novos se não quiser ficar mudando coisas de lugar a todo momento. O dock não é ativado se não estiver ligado a um carregador com potência suficiente para alimentar o celular e a ventoinha.

Com todos os acessórios em mãos, o processo de configuração é simples: basta ligar o Galaxy S8 na base deslizante do DeX, e um teclado, mouse e monitor ao dock. Duas opções serão oferecidas na tela do smartphone: iniciar o Samsung DeX ou espelhar a tela no monitor. Ao escolher a primeira, uma tela de inicialização aparece e, em alguns segundos, temos uma área de trabalho completa à disposição.

A interface do DeX é uma mistura de Chrome OS com Windows, trazendo ícones espalhados pela área de trabalho; uma barra inferior para alternar entre as janelas de aplicativos; e um menu com a lista de todos os softwares que podem ser executados no DeX. No canto inferior direito são exibidos o relógio, os indicadores de conectividade e os ícones de notificação; um clique ali expande a central de notificações.

A compatibilidade e as possibilidades de expansão do DeX atendem a maioria dos usuários: eu consegui utilizar meu teclado Bluetooth, um HD externo, um pen drive e um alto-falante sem fio, tudo ao mesmo tempo. O som fica por conta do (fraco) speaker do Galaxy S8 ou de um acessório Bluetooth, já que o conector de 3,5 mm para fones de ouvido é fisicamente inacessível enquanto o smartphone está conectado ao DeX.

O que é legal

A praticidade de alternar entre o modo smartphone e o modo desktop é inegável: basta conectar o Galaxy S8 ao dock e em segundos a área de trabalho é iniciada, com os mesmos aplicativos que você utiliza no Android e mantendo os arquivos, fotos e contas que já foram salvos anteriormente. A rede celular continua ativa para receber ligações telefônicas e mensagens de texto.

Como estamos falando de um aparelho com memória flash e bom poder de processamento, tanto o modo desktop quanto os aplicativos não demoram para abrir; o desempenho é praticamente o mesmo que na telinha e melhor que o de muito PC por aí. Eu só senti algum engasgo nas animações quando havia muitos aplicativos abertos e uma certa lentidão no navegador da Samsung para renderizar sites pesados.

O modo desktop da Samsung nada mais é do que o Android com uma interface adaptada, o que traz algumas exclusividades do smartphone. O WhatsApp, por exemplo, é o nativo, dispensando o WhatsApp Web. O aplicativo do Instagram permite enviar fotos, sem fazer nenhuma gambiarra. E alguns jogos que só existem para dispositivos móveis podem ser controlados por mouse e teclado em uma tela grande.

Uma parceria com a Microsoft fez muito bem ao DeX, que roda versões do Word, Excel e PowerPoint adaptadas ao modo desktop. Além disso, a integração com Citrix, VMware e Amazon permite que profissionais executem aplicações mais específicas, como um software de gerenciamento, em máquinas virtuais na nuvem, o que abre possibilidades para que empresas explorem a tecnologia.

O que não é legal

Até por ser uma interface adaptada, não um sistema operacional novo, você tem as mesmas limitações de um Android rodando no smartphone. O principal problema é o multitarefa, que engana pelo visual: várias janelas são exibidas ao mesmo tempo no desktop, mas os aplicativos em segundo plano ficam suspensos, como aconteceria em um celular.

Isso fica mais claro, por exemplo, ao assistir a um vídeo pelo YouTube: se você alternar para outro aplicativo, o vídeo é pausado automaticamente. O Slack, aplicativo que utilizamos para comunicação interna, também não funciona em segundo plano, e a janela de mensagens é sempre recarregada quando alterno para ele, prejudicando a produtividade.

Além disso, a maioria dos aplicativos não está adaptada para funcionar em telas grandes. Facebook, Trello, Todoist, Messenger, Instapaper, Pocket Casts e vários jogos são meras janelinhas em modo retrato que não podem ser redimensionadas. O resultado, no final do dia, é um monte de janelas espalhadas pelo monitor que exibem pouco conteúdo. A melhor opção acaba sendo acessar os mesmos serviços pelo navegador.

E isso revela outro problema: o Chrome insiste em carregar versões móveis de sites e, muitas vezes, tenta abrir aplicativos associados a determinado domínio — clique em um link que leva para o trello.com e veja o aplicativo surgindo na sua frente, do nada. A solução é utilizar o navegador da Samsung, que até funciona bem e carrega versões para desktop, mas não importa os favoritos, históricos e senhas do Chrome.

A experiência ruim do Android em tablets se reflete no DeX, que se limita a exibir interfaces esticadas nos aplicativos que possuem janelas redimensionáveis, como é o caso do Twitter. E nem pense em utilizar o DeX como central de mídia para colocar suas séries da Netflix em dia: os vídeos são exibidos em uma pequena janela no meio da tela e não podem ocupar a tela inteira.

Breakneck vira apenas uma janelinha sem graça no meio da tela

O único aplicativo que não abriu é também um dos que mais utilizo. O desktop mostra a mensagem de que o “Spotify não pode ser executado no Samsung DeX; tente executá-lo no modo de telefone”. No entanto, como os aplicativos são fechados automaticamente quando o Galaxy S8 é conectado ao DeX, na prática, é impossível utilizar o serviço de streaming; a versão web também não pode ser acessada.

Procurada pelo Tecnoblog, a Samsung informou que o “Spotify não suporta a resolução Full HD utilizada no DeX”, sem citar detalhes. A explicação faz pouco sentido porque o aplicativo já funciona em smartphones e tablets Android com qualquer resolução de tela.

Também conversei com a assessoria do serviço de música, que não explicou a limitação, nem deu prazo para que o Spotify comece a funcionar no modo desktop do Galaxy S8. A solução foi apelar para o Deezer, que já está incluso no meu plano de celular (e seria uma boa opção se não fechasse sozinho depois de alguns minutos de trabalho).

Conclusão

O DeX é um hardware bom que fica limitado pelo software cru.

Do ponto de vista do consumidor comum, o produto da Samsung falha em oferecer uma experiência sólida, apresentando um multitarefa restrito e aplicativos limitados. Ele ainda não está pronto para substituir um PC comum — enquanto um smartphone é tipicamente monotarefa, com um aplicativo sendo utilizado por vez, a natureza de qualquer sistema para desktop é ter vários aplicativos rodando ao mesmo tempo.

Já para o público corporativo, além das limitações de um sistema para smartphone, o problema recai sobre o custo. Dispensa-se um gabinete de PC, troca-se por um acessório de R$ 649 que exige um smartphone de R$ 3.799 para funcionar (e que faz menos que um gabinete de PC). Os gastos com monitor, teclado, mouse e cabos continuam existindo, portanto, o DeX acaba sendo mais caro que apelar para o tradicional.

O DeX, se pensado friamente como um mero dock de plástico com ventoinha, que não tem capacidade de processamento ou memória próprios, é caro demais até no mercado americano, onde custa US$ 149. Isso é o preço de um Chromebook de entrada que, aliás, já vem com teclado físico e uma tela grande de “brinde”.

Fica claro que o DeX é um primeiro passo e, mais do que isso, um experimento da Samsung — mas tantas empresas já tentaram emplacar produtos semelhantes que fica difícil acreditar que algum deles dará certo. No final das contas, o Galaxy S8 com DeX é apenas um celular conectado a um mouse, teclado e monitor. E colocar manches e manetes em uma Ferrari California não a transforma em um Boeing 777.

  • Juan Lourenço

    Poxa, anos depois do Atrix, achei que já tava na hora de fazer essa ideia funcionar e a Samsung mandou mal… Capacidade de processamento, memória, essas coisas não parece mais ser o problema, era “só” fazer um SO mais decente pro modo desktop :/

    • Quem faz o SO não é a Samsung, ela não tem muito o que fazer enquanto o Google não mudar o Android para funcionar melhor nesses cenários.

      • Juan Lourenço

        A Samsung tem toda a liberdade pra fazer alterações, essa versão desktop foi totalmente criação deles, mas não se esforçaram muito pra melhorar as coisas, fazer os sites abrirem em modo desktop por exemplo, uma coisa bem besta que já ajudaria muito.

        • Felipe Alexandre Ferreira

          mas ela fez, no navegador dela, não no google chrome, pq é do google (inclusive chromium é aberto, mas o chrome não). Se bem que isso acho que era só configurar no chrome não?

          Na real, o que eu não entendi é porque essa interface não é capaz de abrir os apps em tela cheia (como o android normalmente faz). Deve ser algo pra não ficar com o layout zuado em tela grande, mas pro netflix faria toda diferença ter essa possibilidade.

          E isso de os apps ficarem suspenso quando não estão na janela ativa, o android já tem (ao menos em variantes de fabricantes) um negócio pra dividir a tela em dois apps não? nesses casos não fica ativo tb?

          • César

            Muita coisa me parece semelhante ao RemixOS, portanto não entendo o porque de não conseguirem rodar em tela cheia

  • Adriano

    Isso é o resultado de um produto que não tem tempo de maturação para ganhar os devidos e necessários refinamentos no código por conta de uma necessidade estupida da empresa de vender, vender e vender.

    Ao final, quem perde é o consumidor que compra um produto, cujo marketing é de primeira,…e só.

    • Gustavo

      Qual a finalidade de uma empresa com fins lucrativos se não “vender, vender, vender” ? o.O

      • Thiago Lopes

        Vender é diferente de “vender, vender, vender”. o Superlativo provocado pela repetição enfática do verbo, demonstra uma necessidade de execução imediatista e completamente irresponsável. Gugacast Feelings…

    • Gertrudes, a Lhama

      Essas empresas que querem vender, vou te contar… coisa mais absurda, onde já se viu?

  • Alberto Prado

    Se o produto tá tão cru, pq ainda faz a burrada de lançar??? Pra mim, sempre é a primeira impressão que fica. Não dá pra entender não.
    E outra, tem uma galera que se ilude achando que o hardware de um smartphone vai substituir um pc por completo (até nos games). Mew, olha, não tem como isso acontecer. Um tem espaço, refrigeração e energia de sobra, o outro não. Ainda que tudo vire ARM (eu ainda acho que x86/x64 dá uma surra nela), pc sempre vai ser melhor.

    • Murilo Rafael De Mello

      Feedback.

    • Robson

      E além do feedback, pra muita gente a experiencia descrita na materia talvez seja suficiente

    • Se pesquisar, verá que a Samsung sempre lança algo limitado. Lembra do S6 a prova d’água? Pois é, nem se compara ao que o S7 e S8 fazem dentro de uma piscina! A evolução vem de produto a produto.

      • Mas o S6 nunca foi a prova d’agua.

        • É verdade. Ele tem certificação IP68 (resistente a água e poeira).

          • Michel Vieira Pinto

            NÃO, O S6 NÃO TEM CERTIFICAÇÃO IP68 E NEM IP67

    • Breno

      Se vc for esperar pra lançar um produto completaço há grandes chances de ocorrer um desses 2 erros:
      – nunca lançar o produto (pq sempre vai aparecer algo novo)
      – fazer um puta elefante branco q n vai servir pra ninguém.

      A ideia de lançar um produto pequeno, ouvir os usuários e ir aprimorando na medida do q eles tão sentindo falta é a melhor opção.

      • Alberto Prado

        Não precisa ser absolutamente completo, precisa ser funcional nas soluções que se propõe. Tipo a Apple nos tempos do Jobs. O que a Samsung faz é bem diferente. Ela quase que lança um protótipo pra vê no que dá é mais na frente ou melhora a larga mão.

        • Breno

          O Jobs tinha uma outra filosofia: de não ouvir o usuário e ele lançava da cabeça dele. E a Apple tb lançava tudo, né? Hardware + software. Com Samsung n é assim, boa parte das limitações desse DeX é por conta do Android q n foi pensado pra desktop.

          TB, se vc pegar o primeiro iPhone, ele n era tão bom assim. Tinha muitas limitações, mas o Jobs teve a manha em “abafar” no q o iPhone pecava, saca?

          E tb, o DeX n é um produto pra hoje, eu vejo isso usual daqui uns 5 anos e geral vai estar usando isso (n necessamente android) daqui uns 10 anos.

          • Alberto Prado

            Sim, tem esse fator do Android. Mas é como me me falaram no meu primeiro emprego de verdade. Se você se propõe a fazer algo, que faça bem feito para não ter que fazer duas vezes.

            Sim, me lembro. Pode ser isso que ele fez. Ele também também era adepto do “A primeira impressão é a que fica”, pq na época eu achei fantástico e não via as limitações como limitações. Então ele fez bem o trabalho de abafar, hehehe.

            Eu tinha essa visão de tempo com o Dock da Motorola e lá se vão quase os 10 anos. =/

        • Rafael

          Mas consegue passar a imagem de que está inovando, o que me parece ser a principal intenção deles.

    • Pedro Cavalieri

      Inovação. Alguém tem que “começar” o mercado, pra concorrência se mexer e tentar fazer melhor, e o jogo começar a girar. O primeiro pontapé, ainda que desajeitado, precisa ser dado.

      • Ricardo

        Concordo. E completo dizendo que não está “tão” Cru.

    • Papadoc

      Esse HD sendo transportado tinha 5MB
      Nessa epoca o que diriam sobre um MicroSD 128GB
      Não duvide da capacidade dos cabeçudo da tecnologia

      https://uploads.disquscdn.com/images/4d6cbf35ddd98be08cb28d796bba1cfcbb2d82f4f4af7f0fee36b765136dc301.jpg

  • Trovalds

    Como sempre a Samsung usando o consumidor de beta tester. Inventam algo novo, fazem um marketing absurdo em cima e quem assume a bronca acaba se vendo enganado. Quem sabe eles tragam algo concreto no Projeto Fuchsia nesse sentido.

    • Marco Antonio

      Tudo bem os testes serem feitos com os consumidores, peeble mesmo provavelmente fez isso, mas cobrar esse preço aí em um conversor hdmi com hub é um cooler 12v? Overpricing.

  • Arthur Fabiano

    A para é que temos que dar o pontapé inicial… Lógico lançar um produto que vai dar muitos erros é complicado… mas eles precisam saber como o produto vai ser recebido… Windows por exemplo… na época nem está feito e foi até vendido… kkk Então vamos com calmo e esperar a evolução das coisas acontecer!!! E pagar 600 e pouco pelo produto queriamos o que??? Vamos devagar com as crítica e pensar no pontapé incial para um nova evolução!!!

    • Anayran Pinheiro

      O pontapé foi dado com o Atrix faz uns 6 anos…

  • Bruno Correia

    Mas a Google não estava trabalhando em um novo Sistema Operacional justamente para isso? Creio que enquanto essa nova versão do ChromeOS unificado para “desktop/notebook” e celular não sair, acho que dificilmente esses celulares com doca vão ser plenamente funcionais.

    • Breno

      Sim, tá sim, é o Fuchsia (nome temporário). O bom desse SO q ele tá nascendo pra ser híbrido, então ele tem tudo pra dar certo. Mas é um projeto pra médio/longo prazo.

      Se este SO n pegar, pelo menos ele servirá de inspiração para outros, pq tá bacana, viu!

      • Gertrudes, a Lhama

        Realmente, a interface que vazou tá linda pra caramba.

        Não entendi nada dela, mas tá linda.

  • Tom

    Esperava mais desse dex

  • palatoqueimado

    Todos os problemas de software citados fazem parte das limitações do Android e da forma como a arquitetura do sistema funciona, que não foi projetado nativamente para alternar entre o “modo” mobile e desktop.

    Chamem a Samsung de irresponsável o quanto quiserem, por ter lançado um “produto gambiarra”. Mas não se esqueçam que a Google é a responsável pela base do sistema, e enquanto não houverem mudanças na base, tudo que os usuários vão ter são gambiarras e soluções proprietárias enquanto não houverem soluções nativas.

    • Gertrudes, a Lhama

      Nunca usei o tal do Remix OS, mas nunca vi ninguém reclamar desse tipo de coisa nele. Até onde sei, é a melhor solução para Android no desktop (só falta eles lançarem a custom ROM pra smartphones que dá pra conectar num monitor maior)

      • palatoqueimado

        Neste vídeo você pode ver que os apps rodam em modo retrato do smartphone, como mencionado aqui no review do DeX. Ao tentar maximizar a janela do YouTube, o app permanece em retrato. Só fica em modo landscape maximizado após entrar em tela cheia e sair:

        https://www.youtube.com/watch?v=9Ccm8D0qK5M

        Então o Remix OS também sofre, ao menos em parte, dessas limitações…

        • Gertrudes, a Lhama

          Não sabia disso. Valeu!

    • Ricardo

      Cara, Depende.
      Eu acredito que as resoluções que o aplicativo suportará são dadas pelo desenvolvedor e não pelo Android, por exemplo.
      Outro ponto é que play do Google “não funciona ” direito com TouchWiz no S7 e S7edge, ele não apresenta a barra de controle quando minimizamos ele. Motivo pelo qual eu mudei de player. E por mais bizarro que possa parecer, o Apple Music roda melhor.
      Creio que seja questão de tempo até arruamrem tudo.

    • Jack Silsan

      Mesmo que fosse perfeito, full desktop featured and powdered, ainda não substitui um “simples” laptop Linux, Mac ou Windows

  • Lucas59356 .

    Pensando em como o termux rodaria nesse carinha…

  • Luciano Castilho

    Samsung tá atrasada. Não precisa de uma gadget pra isso mais . Basta instalar o Andromium e stremar sem fio pra TV.

    • Breno

      Este stream possui um delay horrível! É coisa de 1 segundo, mas usar celular/pc com este delay é o cão!

  • Igor Costa

    Tudo fluindo melhor aqui no modo Continuum. Acho que não tem como negar que é o mais próximo que temos de uma experiência de desktop.

    Acho mancada a Samsung saber de todas estas limitações e ainda assim lançar. Acho que uma coisa desse nível tem que vir diretamente do Google, que é quem desenvolve e dita como o sistema funciona. Ou então pelo Tizen, da própria Samsung. Pelo andar da carruagem, quem sabe a Samsung não lance logo um aparelho potente para tal tarefa e com Tizen.

  • Bruno Costa

    É só a primeira experiência. Todo produto novo é meio b****. Faz parte da evolução natural. Aos poucos a empresa vai acertando a mão, personalizando o software, ajeitando as reclamações. É só comparar a evolução em 5 anos entre o S3 saboneteira e o S8. Nada disso seria possível se a Sammy não tivesse lançado 4 versões horríveis da Touchwiz. Simples assim.

    • Adriano

      Não creio nisso. Está absolutamente claro que o projeto é deficiente tanto no aspecto de hardware quanto de software e que, qualquer engenheiro pé de chinelo, perceberia isso. A Sansung fez um péssimo trabalho e a intenção é clara; apenas colocar mais um produto na prateleira. Caso ela quisesse inovar, teria todas as condições de fazê-lo, não o fez porque nunca foi essa a intenção.

      Se metade dos usuários do Galaxy comprarem essa porcaria, o projeto já estará pago e dando LUCRO, que no fundo, é a única coisa que importa.

      • Bruno Costa

        Uau! Só que não. O projeto aliás está melhor do que o esperado pra primeira versão. A maior parte das limitações esbarra aliás em limitações do próprio Android e não da Samsung. Eu não preciso de um, mas, não vejo como muito distante de algo que daqui uns 2 ou 3 anos possa substituir o PC pro usuário comum que já tenha um Galaxy. Só que o único jeito de evoluir é ir lançando, recebendo feedback e aperfeiçoando. Só um completo ignorante em tecnologia acha que produtos são lançados perfeitos de primeira. Não existe isso. Há muitas falhas ou limitações no caminho até um produto realmente bom.

        • Adriano

          Uau! Só que não…se trata de produto perfeito, nenhum é, trata-se de algo minimamente elaborado, principalmente se lavado em consideração o preço final do produto e a capacidade da própria $an$ung de criar algo, não perfeito, mas melhor que o apresentado.

          Repito, as limitações e as deficiência são patentes e qualquer ignorante em tecnologia, perceberia facilmente que o produto é capado sim. Nem precisa ser muito crítico, basta ter menos de 3 de miopia que já se percebe claramente tudo que o produto poderia ser, mas não foi.

          • Bruno Costa

            zZzZzZz

          • Adriano

            Bons sonhos.

  • Breno

    Eu aposto todas minhas fichas nesse modelo: celular híbrido! Pra mim este é o futuro.

    Claro! Hoje temos mais problemas do q vantagens. O próprio Android n tem suporte a desktop decente, aí por mais q a SAmsung faça algo bacana, o SO mobile sempre vai atrapalhar em algo na hora do modo desktop.

    Mas daqui uns 10 anos me vejo perfeitamente usando um smartphone ligado a um monitor + teclado no lugar do notebook. Só n sei dizer se será num Android, Mac, Windows ou algum novo SO q surgirá.

    • Gertrudes, a Lhama

      Hoje, dá pra instalar uma distro Linux (um Ubuntu, por exemplo) em qualquer celular mais parrudo(com root) e rodar de boas. Uma vez fui brincar disso, instalei o VS Code até, mas não quis comprar dongle pra conectar mouse, teclado, monitor através do Type-C.

    • Concordo. O celular atual ja tem poder de procesamento para as coisas do dia a dia. falta obviamente um suporte forte do android para que isso vingue e nao seja apenas um remendo.

  • Molinex

    Eu já falei, esse negocio de convergência é muito avançado ainda…
    Não basta só um sistema operacional que se adapte a tela onde ele sera executado, mas também cada software escrito pra plataforma… E isso envolve vontade e capacidade de terceiros…
    Não tem só a ver com o android do google, ou com a versão que a sansung faz desse android, mas sim, cada desenvolvedor que desenvolva para a plataforma abraçar a ideia do convergente…
    Por isso acho que ainda esta distante, de surgir um sistema 100% convergente…
    Mas o negocio é tentar, parabéns sansung…

  • Louis

    A solução foi apelar para o Deezer, que já está incluso no meu plano de celular (e seria uma boa opção se não fechasse sozinho depois de alguns minutos de trabalho)…

    Essa foi a maior diferença de sair do Android para o iPhone, já que o Deezer passou a funcionar corretamente, sem travamentos ou lentidões. Além disso, até o desempenho do Spitify é melhor.

    Espero que corrijam os erros desses aplicativos no Android, pois, é claramente falta de interesse.

  • Fico olhando essas “opções” e imagino se uma solução de espelhamento usando um Miracast/Chromecast + um teclado bluetooth não satisfaz a maioria dos casos não?

    Tipo, editar um documento no office para android em uma TV/monitor com Miracast e um teclado bluetooth?

  • Arley Martins

    Entendo que a samsung lança algo meia boca, pra ir vendendo e se pagando, enquanto isso eles vão melhorando para no próximo lançamento o produto chegar acabo. Uma pena. Eu compro coisas da samsung apenas a partir da 2º geração em diante, porque sei que o lançamento da 1º geração as coisas é nas coxas.

  • Ricardo

    No texto diz que conectou com alto-falante Bluethooth, não entendi por que precisa do falante do S8 então? Concordo que uma saída para o fone seria bem vinda.

    “lentidão no navegador da Samsung para renderizar sites pesados.”
    aqui não ficou claro se é por conta do hardware ou da rede de celular. considerou isso?

    “O principal problema é o multitarefa”, mais uma dúvida, se tivesse no S8 somente não teria o mesmo problema?

    “Chrome insiste em carregar versões móveis de sites e, muitas vezes, tenta abrir aplicativos associados a determinado domínio”, não é um problema do Dex e sim do Chrome. Tentou usar firefox ou outro navegador para ver se não é melhor? Navegador da Samsung ninguém merece.

    Eu consideraria ter um Dex para trabalhar vez ou outra com algum documento de texto ou apresentação, jogar numa tela maior ou até assistir um filme, visto que quando meu note morrer não pretendo substituí-lo.

    No geral, entendo que os desenvolvedores terão mais alguma coisa para se preocupar, como citou o Netflix, tamanho dos apps na tela. Não considero isso um problema do Dex e sim mais uma coisa para o Google se preocupar.

    Claro que ainda é caro, no entanto o VR também era e depois de alguns meses a samsung “dava” de graça para quem comprasse o S7 ou S7Edge, talvez faça o mesmo com Dex… vai saber.

  • Fabio Montarroios

    Pena que não deu pra ver os livros na pilha de livros do Paulo Higa.