O Snapchat é conhecido, entre outras coisas, por recusar uma proposta de ser adquirido pelo Facebook em 2013. Mark Zuckerberg ofereceu US$ 3 bilhões para a empresa de Evan Spiegel, mas o jovem — então com 23 anos — preferiu enfrentar o concorrente, em vez de se juntar a ele.

Pois bem, o Business Insider diz que o Google esteve interessado em comprar a Snap, empresa por trás do Snapchat, no início de 2016. Ela teria oferecido pelo menos US$ 30 bilhões, recusados por Spiegel.

O rumor até que faz sentido: as duas empresas são bem próximas. Eric Schmidt, presidente executivo da Alphabet e ex-CEO do Google, foi conselheiro de Spiegel. A Snap usa a G Suite e se comprometeu a investir US$ 2 bilhões em hospedagem no Google Cloud pelos próximos cinco anos.

Além disso, o fundo de investimento CapitalG, do Google, investiu na Snap após os planos de aquisição não se materializarem, avaliando a empresa em US$ 20 bilhões.

Isso foi no início do ano passado, quando o Snapchat era o líder inquestionável quando se tratava de Stories. Então, alguns meses depois, o Instagram ganhou o mesmo recurso — e freou o crescimento do concorrente. Facebook, Messenger e WhatsApp também têm clones do Snapchat em seus aplicativos.

A Snap estreou na bolsa de valores em março deste ano, a cerca de US$ 30 bilhões. Hoje, ela vale metade disso — US$ 15 bilhões.

O Google não comenta o caso; a Snap diz ao TechCrunch que “estes rumores são falsos”.

Com informações: Business Insider, TechCrunch.

Tecnocast 065 – Qual é o limite do plágio?

O Snapchat é só mais um formato de transmissão de conteúdo: seu potencial não está em sua base de usuários ou na sua marca, e sim no formato que inventaram. E um formato é algo muito fácil de se copiar — vide o conceito de timelines.

Mas até onde é válido copiar? Dá o play e vem com a gente:

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Cleiton Dantas
Concordo plenamente com você. Quando não é só pelo dinheiro, é explicável. No entanto não parece ser o caso. O que dizer sobre a Snap pagar um bônus à seus acionistas( supostamente causando um prejuízo na empresa) onde um grande beneficiado foi o próprio CEO? https://tecnoblog.net/214466/snapchat-resultado-1t17/
Cleiton Dantas
Ele acha ser competente o suficiente para superar a própria arrogância, no entanto ele não é um Steve Jobs.
Junior Pirez
Depois que o facebook começou a implementar o stories nos aplicativos deles, o movimento no Snap caiu muito, esse cara tá vacilando, fosse eu, eu já tinha vendido, pois ele não vai muito pra frente mais não, infelizmente.
Fagner Ribeiro
Eu ia comentar exatamente isso. Yahoo! 2.0
Marcus Araújo
Foi o que também pensei...
robertha fechativa
gente esse cara é meio louco ,_,
Daniel San
É complicado afirmar que foi uma decisão errada sem ver o plano de negócios da empresa. O Google por exemplo, se fosse pra avaliar pelo serviço de buscador, ninguém teria imaginado que chegaria a ser uma empresa de mais de U$ 500 bilhões.
Veritas
Vendia na hora.
tuneman
Nisso que dá colocar a paixão antes da razão.
Dayman Novaes
Tem razão, não necessariamente. Mas esse caso que você citou é o que menos tem chance de acontecer. O que acontece muito, é que por contrato os fundadores são obrigados a continuar dirigindo a empresa por um tempo, mas na maioria das vezes os fundadores já têm outras aspirações depois da venda. Já inclusive presenciei de perto isso acontecendo aqui em Belo Horizonte. E obrigado pela recomendação de leitura, lerei sim :)
H.
Não necessariamente. Quando o Instagram foi vendido, Kevin Systrom (fundador) e Mike Krieger (co-fundador, brasileiro) continuaram a frente do produto, só que com MUITO dinheiro do bolso e com uma equipe muito maior, podendo assim alcançar mais facilmente o que estivesse nos sonhos deles. Aliás, eles até viraram "manda chuva" dentro do Facebook. Se você tiver mais interesse, leia o livro 'O clique de um bilhão de dólares', que conta a história do Instagram (focando no Krieger, o brasileiro). Leitura leve e muito boa.
Dayman Novaes
Se o seu objetivo de vida for só construir algo pra fazer dinheiro mesmo, então a resposta óbvia é "é claro que eu venderia" "se fosse eu ja teria vendido". Agora, se seu objetivo for qualquer outro que não esse, vender é a única coisa que não faz sentido fazer. A menos que o seu objetivo seja outro que ganhar dinheiro, mas fazer uma startup para vender seja um passo para atingir o seu propósito. Aí faz sentido vender, pegar o dinheiro e investir no seu propósito.
leoleonardo85
Hoje em dia não vale tudo isso, talvez metade, talvez
Ricardo - Vaz Lobo
Nem isso...
Ricardo - Vaz Lobo
#SNAP morreu.#RIH
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