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Fundador do Opera acusa Google de práticas anticompetitivas

Felipe Ventura Por

Jon von Tetzchner é cofundador da Opera Software e responsável pelo Vivaldi, e tem bastante experiência em criar navegadores, assim como em realizar parceria com sites de busca. Ele acusa o Google de práticas anticompetitivas, e sugere que sofreu pressão após fazer críticas à empresa.

No blog oficial da Vivaldi, von Tetzchner lembra que o Opera foi o primeiro navegador a integrar a busca do Google em sua interface, e que os cofundadores Larry Page e Sergey Brin eram caras simpáticos.

Então, o Google lançou serviços como o Docs, que eram "feitos para serem incompatíveis com o Opera". Eles funcionavam normalmente quando o navegador escondia sua identidade. Sergey Brin foi informado disso, diz von Tetzchner, mas não adiantou; e a situação só piorou com o lançamento do Chrome. O próprio Vivaldi — baseado no Chromium — precisa esconder a identidade para o Google Docs funcionar.

Recentemente, as campanhas publicitárias do Vivaldi no Google AdWords foram suspensas sem aviso prévio. Dois dias antes, foi publicada uma entrevista de von Tetzchner na Wired, em que ele critica Google e Facebook por monitorarem seus usuários para exibir propagandas direcionadas.

"Não precisamos de anúncios que sejam personalizados. Você poderia apenas receber anúncios com base na localização... Por que precisamos desse rastreamento? Qual o valor que isso nos dá como usuários? Eu realmente não vejo muito valor nisso", disse von Tetzchner.

Segundo e-mails vistos pela Wired, o Google queria que a Vivaldi adicionasse um link para seus termos de uso "dentro do frame de cada botão de download". Também deveria haver outro link com informações detalhadas para o usuário desinstalar o navegador. Fazendo isso, eles iriam liberar a campanha do AdWords novamente.

No entanto, o Chrome não cumpre nenhuma dessas duas exigências: o botão de download não tem um link para os termos de uso, por exemplo. Além disso, não existe nenhuma regra explícita nos artigos de ajuda do AdWords sobre links para desinstalação.

O Google respondeu a von Tetzchner que um link para os termos não era um "requisito essencial", ou seja, sua ausência não violaria as regras do AdWords — mas as suspensões são tratadas "caso a caso".

Três meses depois, a Vivaldi cedeu às exigências. O problema para von Tetzchner não foram as mudanças, mas a maneira como elas foram cobradas: de forma agressiva, sem aviso prévio, e sem o Google respeitar as próprias regras. E é difícil recorrer a alternativas, já que eles controlam 75,8% do mercado de anúncios de busca.

Os links que o Vivaldi foi obrigado pelo Google a colocar.

Não é o primeiro caso em que o Google usa sua influência para silenciar críticos. Barry Lynn, estudioso da New America Foundation, foi demitido após apoiar a decisão da União Europeia em multar a empresa em US$ 2,7 bilhões — ela doou milhões de dólares para a fundação.

A jornalista Kashmir Hill tem um caso semelhante. Ela escreveu uma reportagem na Forbes em 2011 sobre uma reunião com executivos do Google, em que eles sugeriram que sites sem o botão +1 do Google Plus perderiam espaço nas buscas.

A empresa então pressionou a Forbes a remover o artigo; o tráfego do site dependia bastante das buscas e do Google Notícias. Eles acabaram cedendo e, segundo Hill, "os resultados de busca deixaram de exibir a notícia muito rapidamente".

Com informações: Vivaldi, Wired, Gizmodo.

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Cortana ?
Por isso não dou moral ao Google, só uso Bing para equilibrar essa balança.
Tiago Celestino
Use o Vivaldi
vin
Sim! Por isso acho tão importante apoiar a Mozilla. É o único navegador independente que realmente possui relevância no mercado.
Thiago Veiga De Jesus Da Silva
2011
Daniel Tavares
Para a grande massa cagante da internet, onde só existe o google para pesquisas isso é um problema, pois todos vocês são manipulados por quem paga mais, e isso desde sempre. Quem tem um pouco de QI a mais em tecnologia, sabe que a resposta certa nem sempre é a do google.
Marcus Araújo
Tristemente, muitas vezes nós, consumidores, alimentamos um monopólio que nos prejudica.
Renan
Onde a Google traça o limite de evil?
Josiel Hen
Usei o Vivaldi por anos, e ainda uso, mas ele não esta ficando melhor com o tempo, ainda demora pra abrir e é lento em sites que possuem varias mídias abertas, não acontece em outros navegadores com os mesmo sites, ele aumentou muito minha produtividade, mas agora esta fazendo com que eu volte novamente para o Chrome.
Marcus Araújo
"Don't be evil" E fazem esse terror com um nanicozinho com 0,00001% de market share feito o Vivaldi...
Programador Front-End
Logo, vou testar esse navegador Vivaldi
G4brym
Está na altura do tecnoblog colocar botão de partilha para o google+
marcgtsr
dont be evil my @ s s
O comentarista
Parei de usar o Opera a partir do momento que os dados começaram a passar pela China.
Marcelo
Criar regras do nada que nem eles mesmo seguem? Já vi esse filme antes...(alô YT do WP)
Molinex
A google conseguiu controlar a web. E com isso, conseguiu influencia, para botar pressão em tudo que depende da internet pra sobreviver. E isso é péssimo... Talvez só o facebook, com seu universo paralelo não sofra essa pressão. O que também é péssimo... Da mesma forma que precisamos de um concorrente para o windows no desktop, de um concorrente para android e ios no mobile, precisamos de um concorrente para o ecossistema da google na web. Um computador, ou celular, as pessoas tocam, é algo palpável, por isso, é mais facil entender(ver, sentir) a necessidade de concorrência. A internet como não é palpável ninguem deu muita atenção (incluindo o billy que disse que a web era moda passageira). Todo mundo deu um google, e hoje a google é o que é...
Ariadna Grande
Sim, porém não sabemos se foi Jon von Tetzchner que solicitou isso na época.
André Kittler
Já disse outras vezes: a máxima de "lets be evil" faz com que essa empresa seja a mais monopolista e desonesta online, anos a frete da Microsoft em seus piores momentos.... e tem gente que defende.
Bruno
Não foi o Opera que encheu o saco da UE para o Windows ter aquela tela de escolha de navegador que no final não aumentou em nada a participação do Opera?