Instalações do Opera no iPhone crescem 164% na União Europeia

Empresa indica que downloads aumentaram 164% após Lei dos Mercados Digitais entrar em vigor. Na semana passada, Brave também apontou salto de instalações

Felipe Freitas
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Novo Opera no iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Opera revela que instalações do navegador no iOS subiram após início da vigência da DMA (Imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Opera, empresa responsável pelos navegadores Opera One e Opera GX, divulgou nesta segunda-feira (18) um salto de instalações da sua versão mobile para Android e iOS na União Europeia. Segundo a empresa, houve um crescimento de 164% downloads no iOS desde que a Lei dos Mercados Digitais (DMA, em inglês) entrou em vigor no bloco. O Opera para iOS é, segundo a companhia, o seu principal produto mobile.

A vigência da DMA começou no dia 7 de março e entre as suas novidades está liberar a engine de navegadores no iOS. Além disso, tanto a Apple quanto o Google devem facilitar a escolha do browser padrão nos seus dispositivos. Para a Opera, esses dois fatores são os principais responsáveis pelo salto de instalações do navegador nos iPhones.

França lidera downloads do Opera

O país que mais instalou o navegador, segundo a empresa, foi a França. Desde a entrada em vigor da DMA, o download do browser cresceu 402% — um número absurdo, para dizer o mínimo. Em seguida está a Espanha (143%) e Polônia (68%). A França também lidera o salto de instalações nos smartphones Android, com crescimento de 54%.

Esse crescimento de downloads do Opera vai ao encontro de uma pesquisa encomendada pela empresa dias antes de iniciar a vigência da DMA. O resultado mostrava que oito de cada 10 usuários da UE tem interesse em testar um novo navegador em seus smartphones.

Nova tela do iOS para escolha do navegador padrão. Brave "convocou" o Google a fazer o mesmo (Imagem: Reprodução/Brave)
Nova tela do iOS para escolha do navegador padrão. Ordem apresentada é aleatória (Imagem: Reprodução/Brave)

Ou seja, os usuários não necessariamente baixaram o Opera por considerar que o navegador tem uma boa qualidade, mas porque queriam testar outras opções que não o Safari (iOS) ou o Chrome (Android). O navegador Brave também registrou uma alta de downloads após a vigência da DMA.

É provável que fim do webkit do Safari, navegador da Apple, seja a principal motivação que levou os usuários do iOS a buscaram pelo Brave e Opera. Antes da DMA entrar em vigor todos os browsers eram obrigados a usar o motor do Safari para rodar no iOS (isso segue valendo fora da UE).

Sem essa obrigação, os desenvolvedores podem usar seus próprios webkits. Assim, os devs tem mais liberdade na criação dos seus browsers. Quem está acostumado a usar o Opera ou Brave em seus computadores, provavelmente vai querer usá-lo no Android e iOS — neste caso, principalmente se ele ficar mais próximo da versão para desktops.

Com informações: The Verge

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Felipe Freitas

Felipe Freitas

Repórter

Felipe Freitas é jornalista graduado pela UFSC, interessado em tecnologia e suas aplicações para um mundo melhor. Na cobertura tech desde 2021 e micreiro desde 1998, quando seu pai trouxe um PC para casa pela primeira vez. Passou pelo Adrenaline/Mundo Conectado. Participou da confecção de reviews de smartphones e outros aparelhos.

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