Estou esperando há anos o momento em que a Amazon vai se expandir para além de livros, e-books e Kindles no Brasil — ela estreou por aqui em 2012. Felizmente, a empresa confirma que está de olho em outros setores.

O gerente regional Alex Szapiro diz à Folha que “nós não vamos ficar só em livros”, e menciona que as vagas em aberto na Amazon Brasil dão pistas do que isso quer dizer.

Foto por Noelas/Flickr

107 vagas disponíveis no Brasil, todas em São Paulo. A maioria delas envolve desenvolvedores de software e especialistas em transporte/logística, mas há também posições para gerente de impostos e outros cargos tributários — livros são produtos isentos; mas outros produtos, não.

Também há vagas para o Amazon AWS, serviço de computação na nuvem presente no Brasil desde 2011 — mas torço que a expansão da empresa não siga apenas por esse rumo. “Nós usávamos quatro andares [do prédio onde é a sede em São Paulo], e vamos precisar de mais dois”, Szapiro afirma à Folha.

A revista Exame disse em maio que a Amazon vai comercializar produtos do setor de eletrônicos, informática, telefonia e moda. No entanto, será no modelo de marketplace, intermediando produtos de outros vendedores.

Desde abril, a Amazon vende livros usados via marketplace no Brasil, vindos de editoras, sebos e pessoas físicas. Isso aumentou o catálogo de 150 mil para 300 mil obras em português.

Com informações: Folha.

Comentários

Envie uma pergunta

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

johndoe1981

Falou tudo, não há critério algum, e enquanto as lojas grandes continuarem lucrando com marketplace, esses sistema não vai mudar tão cedo, e o consumidor que se lasque. Mesmo enfrentando processos judiciais e tendo que pagar indenizações por causa das lojas que praticam golpes contra o consumidor, o lucro com essa modalidade de vendas deve mais que compensar o custo judicial.

Cássio Amaral
Falou tudo, não há critério algum, e enquanto as lojas grandes continuarem lucrando com marketplace, esses sistema não vai mudar tão cedo, e o consumidor que se lasque. Mesmo enfrentando processos judiciais e tendo que pagar indenizações por causa das lojas que praticam golpes contra o consumidor, o lucro com essa modalidade de vendas deve mais que compensar o custo judicial.
Marcus Araújo
A ideia, em termos de mercado, é boa: tornar pequenos concorrentes em parceiros e lucrar com isso, e o pequeno concorrente ganha visibilidade e consegue vender mais, é uma relação ganha-ganha entre eles. O problema é que aparentemente não há controle de qualidade nenhum na escolha desses parceiros. Parece que qualquer um que se ofereça às lojas são aceitos nos marketplaces, então frustra a experiência do consumidor quando se depara com essas coisas. Eu mesmo hoje já evito de todas as maneiras marketplaces porque sei que não são garantia de nada e provável que dê dor de cabeça, e também não recomendo a ninguém. A loja que comprei, arrisquei porque até aquela época não li nada que desabonasse na internet. Depois da minha experiência frustrada, surgiram várias reclamações no ReclameAqui em relação ao parceiro. E o pior é que a loja parceira ainda aparece como parceira nas Americanas e afins, aparentemente não vão tomar nenhuma atitude. O lamentável dessa história toda é que deve haver lojas parceiras boas que serão penalizadas com esse tipo de comportamento como o meu, já que deixarão de vender. Jogaram uma ideia excelente no lixo por preguiça do varejo brasileiro em se preocupar minimamente com o consumidor. Transformaram marketplace em sinônimo de dor de cabeça no Brasil. MercadoLivre é o único que consegue manter uma boa experiência porque desde o início se preocupou com formas de resguardar o vendedor e o consumidor. A Americanas já me pediu avaliação sobre a loja assim que terminei o pagamento, dessa forma não tem como dar credibilidade às avaliações.
johndoe1981

A B2W e Cnova Brasil devem lucrar bastante com marketplace, porque parecem vender mais produtos de outras lojas do que delas próprias. É muito bom para elas, mas em geral, péssimo para o consumidor, pois quando se precisa acionar o pós-venda, a loja dona da plataforma faz corpo mole e tenta te empurrar para resolver com a loja que efetivamente vendeu o produto.

Eu também evito marketplace dessas lojas (exceto Mercado Livre) justamente por situações como a que você descreveu. O que não faltam são relatos de dor de cabeça quando se compra nesse tipo de loja, realmente não vale a pena.

Cássio Amaral
A B2W e Cnova Brasil devem lucrar bastante com marketplace, porque parecem vender mais produtos de outras lojas do que delas próprias. É muito bom para elas, mas em geral, péssimo para o consumidor, pois quando se precisa acionar o pós-venda, a loja dona da plataforma faz corpo mole e tenta te empurrar para resolver com a loja que efetivamente vendeu o produto. Eu também evito marketplace dessas lojas (exceto Mercado Livre) justamente por situações como a que você descreveu. O que não faltam são relatos de dor de cabeça quando se compra nesse tipo de loja, realmente não vale a pena.
Gabriel Brito
É verdade. Eu me expressei mal, na verdade o que pode ser usado com outros produtos é que é possível encomendar um livro dos EUA, sendo possível pagar um valor reduzido (por causa de uma cotação diferenciada e de algum desconto dado no Brasil), além da facilidade de pagamento com cartão nacional e parcelamento.
Hemerson Silva
Aí já é sonhar demais. Importar sem imposto seria um pouquinho difícil, convenhamos...
Tiago Celestino
E eles já estão correndo atrás. Lançaram o Mercado Envios para começar a "controlar" as mercadorias do marketplace
Alex Henrique
aguardamos anciosos... Mercado Livre vai aprender a tratar os vendedores com seu devido respeito
Marcus Araújo
Se for para ser marketplace, que seja um marketplace de qualidade. O que mais se tem visto são as dores de cabeça de quem compra por essas bombas nas Americanas e em outros sites. Passei por isso recentemente, inclusive, e quase levei calote (só depois de muita briga e mais de um mês depois da compra, consegui um estorno no cartão de crédito). Enfim, esperar pra ver. Mas Americanas/Submarino/Casas Bahia ou qualquer outro site nacional, se for por marketplace, não compro nunca mais. Haja dor de cabeça.
Gabriel Brito
Quem não compra livros ou não lê dificilmente sabe o impacto que a Amazon teve no mercado livreiro. Focar num nicho permitiu que eles entendessem o mercado, tratassem a estrutura e as ferramentas. O resultado é a melhor loja online de livros do país, com preços mega competitivos e um atendimento exemplar. Aliás, espero que essa abertura da loja brasileira também signifique a importação de produtos dos EUA sem impostos ou com alguma redução, como ocorre com livros. Não custa sonhar.
Je Suis Harambe
existe uma centena de lojas online que se beneficiária disso por que nem todas tem capital pra marketing mas que prestam bons serviços, comprovado isso elas venderiam muito mais
Michel Vieira Pinto
Como se fosse problema pra amazon... Isso é apenas um teste mesmo...
Thiago
Custo seria muito maior
Caleb Enyawbruce
Modelo marketplace? :/ É um começo, mas muito tímido ainda. Queria ver produtos comercializados pela própria empresa!!
Exibir mais comentários