As redes sociais terão que agir mais rapidamente para remover discursos de ódio: na Alemanha, uma nova lei entrou em vigor no primeiro dia de 2018, estabelecendo multas de até 50 milhões de euros (o equivalente a R$ 193 milhões) para quem não cumprir os prazos.

A NetzDG, como a lei é conhecida, define que conteúdos como ameaças de violência, calúnia e difamação devem ser removidos em até 24 horas após o recebimento de uma denúncia. Em “casos legalmente mais complexos”, o prazo pode ser estendido para sete dias.

A regra vale para qualquer plataforma de internet com mais de 2 milhões de usuários, como Facebook, Twitter, YouTube e Instagram, mas exclui redes profissionais (como o LinkedIn) e aplicativos de mensagens. Os sites terão que divulgar um relatório anual com a quantidade e o motivo das publicações excluídas.

Mas é claro que a lei é polêmica: a Deutsche Welle mostra que os sites podem excluir conteúdos sem informar as autoridades (deixando o dono da publicação impune) e que há posts inofensivos sendo excluídos. Além disso, ativistas e organizações jornalísticas dizem que ela pode ser utilizada como instrumento de censura.

A Alemanha não é a única a adotar uma lei contra discursos de ódio na internet: a União Europeia propõe que as empresas invistam em tecnologias de detecção automática de posts racistas ou violentos, como informa o Engadget. No Brasil, uma emenda na reforma eleitoral previa que publicações contra políticos fossem removidos em 24 horas; ela chegou a passar pelo Senado, mas foi vetada pelo presidente Temer.

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Maria Santa
Deixe-me pesquisar sobre sua vida aqui. Do jeito que estou hoje querendo perseguir alguém, acho que vale a pena...
binho_0
:V
Maria Santa
Espero sinceramente que o que fala seja bem real. Muito real. Pois se for ironia e/ou sarcasmo, espero que um dia a ironia lhe retorne contra ti. E da pior forma.
binho_0
Tá bom, Maria. A conversa já fugiu do escopo do post e você está absolutamente correta, tanto que farei assim: sempre que passar em frente a um colégio qualquer da cidade, deixarei na caixinha de sugestões o seguinte recadinho: "Professores maus: deixem de usar ironias em suas aulas e não criem um ambiente de segregação intelectual. Humildemente, Binho". Assim tudo se resolverá e todos seremos pessoas melhores que não usam mais ironias feias e, com um pouco de sorte, as mesóclises, as hipérboles e as digressões desnecessárias também serão abolidas.
Maria Santa
Bem, depende de quem é o professor. Professores bons fazem o aluno aprender com respeito. Professores ruins desdenham de seus alunos - nisso temos a maldita ironia, essa que estraga vidas e fazem pessoas se sentirem superiores quando usado. Procure por comunicação não-violenta. Acho que você deveria praticar mais isso, ao invés de posar de intelectuóide.
binho_0
"segregação intelectual"... essa é nova. bom, pensando bem, a escola é uma segregadora intelectual no fim das contas e, de fato, pode haver algum analfabeto aqui sendo segregado.
Maria Santa
Tem gente de "direita" que se sente ofendida também. Mas normalmente quem se assume alinhadamente com a direita já está acostumada com uma esquerda que batia direto desde o fim dos anos 80 - quando muitas ditaduras e sistemas governamentais caíram, incluindo o brasileiro.
Maria Santa
Quando incentiva o discurso de ódio, só incentiva problemas e guerras. O fato de discordar pode ser próximo a um discurso de ódio. Pessoas odeiam pois se sentem desconfortáveis. Dá nisso.
Maria Santa
A segregação intelectual é ilustrativa no comentário do binho_0. Se você acha que a ironia é legal e ajuda, então beleza. Se você defende a segregação intelectual, então continua aí intelectuóide.
binho_0
como assim!? se você tiver que dizer que está sendo irônico acabou a ironia - que demanda inteligência suficiente de quem a lê para compreendê-la. se a pessoa (ou pessoas) não entende a ironia isto não a desfaz. ao contrário, o efeito dela é ainda maior!
Paulo
Maria, a direita também tem sua ideologia e a defende com a mesma alienação da esquerda, com pouco espaço e nenhuma empatia para opiniões divergentes. Mas não vejo a direita se manifestando como ofendida por termos e posicionamentos, ao menos ao ponto de sustentar esse tipo de proibição.
Alexandre Marchetti
Não citei em momento algum dar publicidade ao nome, rg, cpf ou endereço do dito cujo. Claramente me refiro ao adjetivo que "qualifica" o protagonista da matéria. Usar tais adjetivos se torna para alguns "discurso de ódio". Identificar nomes não tem ligação com o assunto
Maria Santa
O Croft falou melhor por mim. Até eu tenho meus momentos de radicalismo (geralmente vejo um cara com moto potente e escapametno aberto, mostro o dedo do meio para ele torcendo que ele caia e rola no chão - já fiz isso uma vez e deu certo, caindo um empinador de motos).
Maria Santa
Pior que é. Sendo que o próprio "Tropa de Elite" é uma crítica a situação social que o Estado passa por causa da cultura da violência, seja ela da polícia ou do bandido. É complexo. No final a galera assiste o filme pensando que é uma ode a violência, sendo que não o é. Depois vou ver se acho a opinião do Meirelles sobre o que ele acha das reações sobre.
Maria Santa
Não sei se sabe, mas em alguns países europeus, uma pessoa condenada na verdade não pode ter seu nome exposto (salvo pessoas publicas), pois teme-se perseguição contra a família do criminoso (que muitas vezes não tem nada a haver com a história).
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