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Uber vende mais uma operação para serviço rival

Serviço de transporte Grab compra Uber em oito países do sudeste asiático

Paulo Higa Por

O Uber vendeu mais uma de suas operações para um serviço concorrente. Nesta segunda-feira (26), o Grab, que possui sede em Singapura, anunciou que vai assumir a carteira de usuários do Uber nos oito países do sudeste asiático em que as companhias atuam.

Em 2016, o Uber já havia vendido sua operação chinesa para a concorrente Didi Chuxing, também responsável pela 99 no Brasil. No final do ano passado, o Yandex.Taxi anunciou uma fusão com o Uber na Rússia, sendo que a maior parte da nova empresa de transporte seria de propriedade da Yandex, dona do buscador mais popular do país.

Com a transação, o Uber terá 27,5% de participação no Grab, enquanto o Grab assumirá completamente as operações do Uber no Camboja, Filipinas, Indonésia, Malásia, Myanmar, Singapura, Tailândia e Vietnã. Isso inclui tanto o serviço de transporte de passageiros quanto o de entrega de comidas, UberEats, que passará a se chamar GrabFood.

O CEO Dara Khosrowshahi, que entra para o conselho do Grab, diz que “um dos potenciais perigos da nossa estratégia global é que enfrentamos muitas batalhas em muitas frentes e com muitos concorrentes”. A transação coloca o Uber “em uma posição de competir com o real foco e peso nos principais mercados em que operamos, ao mesmo tempo em que nos dá participações acionárias valiosas e crescentes em uma série de mercados grandes e importantes onde não operamos”.

Entre os investidores do Grab estão o conglomerado japonês SoftBank e a chinesa Didi Chuxing, que detém participações em boa parte dos concorrentes do Uber. No sudeste asiático, o Grab tem mais de 5 milhões de usuários ativos por dia e opera em 195 cidades.

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claudio bruel

Tentei usar esse tal de Uber, bem mais de uma vez, só decpeção, imagine essa coisa expandida, vira um caos

Carlin

Imagino que as empresas que hoje desenvolvem a tecnologia tem na verdade interesse em desenvolver o seu próprio sistema no estilo "Uber", e não fornecer o veiculo/tecnologia, o Uber deveria fechar parcerias com quem já esta trabalhando em carros autônomos e realmente entendem o que estão fazendo.

ʞǝʌǝɥs

também acho...deviam é se concentrar em seu core business atual, e fidelizar clientes e motoristas...quando (quando!) carros autônomos estiverem prontos pra deployment em larga escala (meu palpite: daqui a 20 ou 30 anos) eles provavemente poderiam escolher a dedo os fornecedores

robson

E enquanto isso vai só escravizando os otários que trabalham por uma merreca
Made in Asia

wellington

esta vendendo enquanto vale alguma coisa deixando a bomba estourar nas maos de outros

Carlin

Uber e veículos autônomos, por mais que tenha tudo a ver, parece um sonho utópico da empresa! O Uber não é um referencia em desenvolvimento de hardware/software, sem falar que estão tentando avançar nesse seguimento a todo custo, o fato de "roubar" a tecnologia do Google é um exemplo disso!

Carlin

Faz sentido, mais ainda parece estranho. Tudo da a entender que o Uber ainda não se reestruturou, organizou e limpou a casa, para que assim possa dar total atenção ao mercado, seja oferecendo um serviço melhor ou montando estrategias para saber como anda os motoristas e primordialmente os usuarios do servico.

Renan Alves

a uber tá indo pro limbo, começaram com um otimo serviço, porem cagaram tudo quando o numero de usuários aumentou.

Trovalds

Quando você não pode com o inimigo, ofereça a ele os espólios. E é notório e sabido que o foco do Uber é em veículos autônomos.