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São Paulo terá sistema de compartilhamento para deixar bicicletas em qualquer lugar

Victor Hugo Silva Por
1 ano e meio atrás

Quem usa sistemas de compartilhamento de bicicletas em São Paulo precisa retirar e devolver as bikes em estações distribuídas pela cidade. O modelo é ruim para usuários que se deslocam para regiões em que não existem muitos pontos de parada. Esse problema deverá ser solucionado com um serviço que deverá ser liberado até julho, segundo a Folha de S.Paulo.

Oferecido pela Yellow, o novo sistema utiliza o modelo "dockless", que não conta com essas estações. Com isso, qualquer pessoa pode pegar uma bicicleta da empresa na rua e depois devolvê-la em outro ponto da cidade. Nesse formato, as bikes ficam bloqueadas no intervalo das viagens e podem ser liberadas por meio de um aplicativo.

Para não sofrer com furtos, a Yellow aposta em três fatores. O primeiro é o baixo valor agregado das bicicletas, que contam com pouquíssimos componentes. Elas não terão marchas e os pneus não podem ser usados em outros veículos. Além disso, cada bike será monitorada por GPS. Por fim, a empresa também acredita que o alto número de bicicletas circulando nas ruas diminuirá o interesse pelos crimes.

O serviço deverá ser liberado em São Paulo com 20 mil bicicletas. A Yellow acredita que esse número poderá chegar a 100 mil. O objetivo é que as bicicletas ajudem a complementar o transporte público com viagens curtas, como o caminho de casa até o ponto de ônibus ou a estação de metrô. As bikes terão características para resistir ao uso constante, como quadros de aço, que são mais resistentes, e pneus maciços, que não furam.

A Yellow foi criada por Ariel Lambrecht, fundador da 99, e Eduardo Musa, ex-CEO da Caloi. À Folha, Musa disse que a distribuição inicial das bicicletas será feita com carros. A ideia é que o sistema seja balanceado automaticamente conforme usuários se deslocarem pela cidade.

O preço do serviço ainda não foi definido, mas, de acordo com Musa, deverá ser mais vantajoso que os R$ 4 da tarifa do transporte público em São Paulo. Assim como o Uber, o sistema terá um preço dinâmico, que varia de acordo com a demanda. O pagamento poderá ser realizado com cartão bancário, Bilhete Único e até mesmo pela fatura do celular.

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