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Google diz que não quer “matar” ad blockers, mas defende mudanças no Chrome

Google trabalha em mudança no Chrome que pode limitar ação dos bloqueadores de anúncio

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13/06/2019 às 13h58

Desde o começo do ano que o Google está planejando mudar a forma como os bloqueadores de anúncios funcionam no Chrome. Para muitos desenvolvedores, essa mudança significa só uma coisa: o Google está tentando “matar” os ad blockers. Diante de tanta polêmica, a empresa tratou de se defender dizendo que esse não é o plano.

Stop (Crédito: Pixabay)

O assunto é controverso desde o começo, mas ganhou uma dimensão maior neste mês, depois que representantes do Opera, Vivaldi e Brave manifestaram intenção de ignorar as mudanças — assim como o Chrome, esses três navegadores têm o Chromium como base.

Mas por que a mudança é tão controversa? Como parte de um projeto chamado Manifest V3, a ideia do Google consiste em substituir a atual API WebRequest por uma nova chamada DeclarativeNetRequest.

A primeira, muito usada atualmente por bloqueadores de anúncios, dá acesso a uma série de recursos, tanto que, na visão do Google, pode comprometer o desempenho e até a segurança do navegador. Já a segunda oferece funcionalidades semelhantes, mas exige que o desenvolvedor envie a sua lista de filtros de bloqueio ao Google.

Além disso, a nova API é considerada muito menos abrangente que a WebRequest. A DeclarativeNetRequest só suporta 30 mil regras, por exemplo. Esse limite é tão baixo que, no entendimento dos desenvolvedores, reduzirá de modo significativo a eficácia dos bloqueadores de anúncios.

Google Chrome

A suspeita de que o Google está tentando “matar” os ad blockers vem daí. “Definitivamente, esse não é o nosso objetivo. Na verdade, essa mudança visa permitir que os desenvolvedores criem bloqueadores mais seguros e com mais desempenho”, diz Simeon Vincent, um dos responsáveis pelo projeto.

O Google destaca ainda que vem conversando com desenvolvedores e assimilando ideias propostas por eles. A empresa diz ainda que, como resultado desse diálogo, irá promover mudanças na API DeclarativeNetRequest, entre elas, um aumento de 30 mil para 150 mil regras suportadas.

É um avanço, porém, as críticas à mudança não devem terminar aí. O que muitos desenvolvedores querem é que a API WebRequest seja mantida ou, pelo menos, que a DeclarativeNetRequest seja tão abrangente quanto, mas o Google não parece disposto a ser tão generoso assim.

Embora a companhia ainda não tenha definido uma data, as mudanças promovidas pelo Manifest V3 devem passar a valer a partir de 2020.

Com informações: CNET, Wired.