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Apple defende App Store e Safari como navegador padrão do iPhone

Apple recebe zero dólares de 84% dos apps na App Store; Safari não pode ser retirado do iOS por ser integrado profundamente

Felipe Ventura Por

A Apple é alvo de uma investigação antitruste nos EUA, e um dos pontos-chave é seu total controle sobre a App Store: os desenvolvedores precisam pagar uma taxa de até 30% se quiserem cobrar por apps na plataforma. A empresa respondeu a diversos questionamentos do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA sobre esse assunto, e explicou por que não permite trocar o Safari como navegador padrão.

App Store

Na carta, a Apple nota que recebe zero dólares de 84% dos aplicativos na App Store. Isso inclui apps gratuitos com anúncios (sempre fornecidos por outras empresas, como Google ou Facebook); apps que vendem bens e serviços como delivery de comida (iFood) e viagens de carro (Uber); e apps cuja assinatura é feita por fora (Netflix).

Para se defender de acusações de monopólio, a Apple diz que desenvolvedores não são obrigados a colocarem seus apps na App Store: eles podem fornecer serviços através de webapps. (Ela não menciona que a experiência costuma ser inferior que de um app nativo.)

A Apple também dá motivos para restringir certas funcionalidades apenas para apps do sistema; por exemplo, só o app do Apple Watch consegue acessar as mensagens do iMessage, comandos da Siri e respostas para apps de terceiros (como o WhatsApp).

A empresa diz que isso reflete decisões de design e desenvolvimento, não decisões comerciais: "o desenvolvimento integrado — o casamento de hardware, software e serviços — resulta nos melhores produtos... seria difícil, se não impossível, oferecer o mesmo nível de acesso a terceiros".

Safari "define a experiência do usuário", diz Apple

Safari no iPhone

Por um motivo semelhante, o Safari não pode ser retirado do iOS. Ele é integrado profundamente ao sistema; removê-lo ou substituí-lo iria "destruir ou degradar severamente a funcionalidade do dispositivo". É possível, no entanto, escolher alternativas na App Store como Chrome, Microsoft Edge ou Firefox.

Claro, todos eles rodam na mesma engine WebKit. Segundo a Apple, isso é crucial para "proteger a privacidade e segurança do usuário": ela diz que, dessa forma, é possível "resolver brechas de forma rápida e precisa para toda a nossa base de usuários".

E por que não é possível escolher o navegador web padrão no iOS? Segundo a empresa, "o Safari é um dos aplicativos que a Apple acredita definir a experiência central do usuário". Além disso, ele é pensado para funcionar em conjunto com o sistema, tal como os apps Câmera e Mensagens.