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Rappi, concorrente do iFood, é processada por suposto roubo de segredos comerciais

Rappi concorre com iFood e Uber Eats; processo judicial nos EUA alega que CEO Simón Borrero roubou segredos para criar app

Felipe Ventura Por

Simón Borrero, CEO e cofundador da Rappi, é acusado de roubar segredos comerciais para desenvolver o aplicativo de entregas que concorre com iFood e Uber Eats; três empresários colombianos abriram um processo judicial em São Francisco (EUA). A empresa diz que as alegações são "objetivamente incorretas". Ela recentemente demitiu 6% dos funcionários na América Latina, incluindo 150 no Brasil.

Simón Borrero, CEO da Rappi

Simón Borrero, CEO e cofundador da Rappi

A Bloomberg teve acesso ao processo judicial contra a Rappi: ele alega que Borrero roubou segredos comerciais quando trabalhava para a Imaginamos, uma empresa de desenvolvimento de software sediada em Bogotá (Colômbia).

A Imaginamos foi contratada em 2015 para trabalhar em um aplicativo de entrega que seria chamado Kuiky e que aparentemente nunca foi lançado. Então, meses depois, Borrero iniciou os serviços da Rappi.

Em seu perfil do LinkedIn, Borrero diz que fundou a Imaginamos e trabalhou lá entre janeiro de 2007 e dezembro de 2014; a empresa ainda está na ativa. O cargo dele como CEO e cofundador da Rappi começa em julho de 2015.

A Rappi afirma em comunicado à Bloomberg que vai que se defender "vigorosamente" porque as alegações são "objetivamente incorretas". Ela não entrou em detalhes, mas notou que sua marca foi registrada na Colômbia em meados de 2014, assim como seu domínio de internet.

Rappi demite funcionários e faz reestruturação

A empresa — cofundada por Borrero, Sebastián Mejía e Felipe Villamarin — está passando por uma reorganização. Ela "decidiu investir no seu time de tecnologia e na experiência do usuário" e demitiu 6% de seus 5 mil funcionários na América Latina.

De acordo com o Brazil Journal, o colombiano Mejía se mudou para o Brasil em 2019 para supervisionar as operações de perto. A Rappi também atua em países como Argentina, Chile e México, mas só a região de São Paulo corresponde a mais de 50% de seu faturamento.

No ano passado, a Rappi recebeu investimento de US$ 1 bilhão em uma rodada liderada pelo conglomerado japonês Softbank. Seu valor de mercado é avaliado em US$ 2,5 bilhões.

Com informações: Bloomberg.

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