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Motorola tem lucro por 5 trimestres ao lançar mais celulares

Motorola deu prejuízo por anos; brasileiro Sergio Buniac, da divisão mobile da Lenovo, mudou estratégia da fabricante

Felipe Ventura Por

A Motorola registrou lucro por cinco trimestres consecutivos: esta é uma mudança de rumo para a fabricante, que passou anos dando prejuízo — inclusive na época em que pertencia ao Google. O brasileiro Sergio Buniac, presidente global da divisão mobile da Lenovo, adotou a estratégia bem-sucedida de lançar mais celulares em menos tempo.

Moto G8 Plus

No quarto trimestre de 2019, a divisão móvel da Lenovo teve lucro de US$ 3 milhões. O volume de vendas na América Latina, seu maior mercado principal, cresceu 23% no período (contra 4,1% da média do mercado).

No entanto, a receita caiu 17% para US$ 1,38 bilhão porque “o desempenho da empresa em outros mercados geográficos enfrentou desafios decorrentes da falta de componentes”. Esse problema ocorreu antes do surto de coronavírus.

A Motorola vinha em uma curva crescente de lucro, como você pode ver no gráfico abaixo (PTI é a sigla em inglês para lucro antes de impostos):

Lucro da Motorola

O primeiro trimestre de 2020, no entanto, pode ser desafiador. Além do coronavírus, tivemos também o lançamento do Motorola Razr: esta é a tentativa da empresa de voltar ao segmento premium, mas o aparelho tem alguns problemas e concorre diretamente com o Samsung Galaxy Z Flip, que possui especificações melhores.

Motorola mudou de estratégia para lucrar

O sonho de alguns geeks é uma fabricante de celulares que se concentre em poucos modelos — um básico, um intermediário, um high-end — e traga atualizações do Android o quanto antes. Era assim quando a Motorola pertencia ao Google, por isso há quem sinta saudade dessa época.

No entanto, esse caminho não rende lucro: é um dos motivos pelos quais o Google vendeu a Motorola para a Lenovo em 2014. Desde então, os lançamentos da linha Moto se multiplicaram, mas ainda traziam prejuízo.

A situação melhorou quando Buniac assumiu o comando global da Motorola. Ele mudou de estratégia, encerrando as operações em países que não traziam lucro e focando os esforços na América Latina, EUA e Europa.

Ele também intensificou o ritmo de lançamentos, ao mesmo tempo em que reduziu a variedade de componentes usados nos celulares — por isso eles têm especificações parecidas.

Com informações: Lenovo.

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@Rogerio.Neves

Ótimo pra marca e pro conterrâneo que comanda. Mas confesso que sou um dos que sente falta de “fase Google”. Os dois primeiros Moto X deixaram deixaram saudade. Depois do primeiro Moto Z Play abandonei a Motorola.

Fábio Laurindo (@Fabio_Laurindo)

A Lenovo precisa trazer coisa boa e real tipo que ela vende na região da Ásia.
Tem uns Lenovo lá que deixam tudo que ela lança aqui comendo poeira.