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Grindr é vendido por dono chinês após acusações dos EUA

Grindr pertence à chinesa Beijing Kunlun, mas governo dos EUA disse que isso representa "ameaça à segurança nacional"

Felipe Ventura Por

O Grindr tem uma história tão curiosa que até virou assunto da série Silicon Valley na HBO: o aplicativo foi vendido para a chinesa Beijing Kunlun, mas o governo dos EUA considerou a aquisição como uma ameaça à segurança nacional. Agora, o app de encontros para gays está indo de volta para mãos americanas.

Grindr

A Beijing Kunlun diz à Reuters que concordou em vender o Grindr por cerca de US$ 608 milhões para uma empresa com sede nos EUA, a San Vicente Acquisition Partners. Um de seus investidores é James Lu, ex-executivo do Baidu, mas o grupo é “totalmente detido e controlado por americanos”, segundo o TechCrunch.

Em 2016, a Kunlun adquiriu participação majoritária no Grindr por US$ 93 milhões, e comprou o restante da empresa dois anos depois. Nenhuma dessas transações foi levada para análise da CFIUS (Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos).

Este comitê decidiu que a venda do Grindr para uma companhia com sede em Pequim constituía uma ameaça à segurança nacional dos EUA. O app tem 27 milhões de usuários ativos por mês e se descreve como a maior rede social para a comunidade LGBTQ.

No ano passado, a Reuters revelou que a Kunlun permitiu que seus engenheiros na China acessassem dados pessoais de milhões de americanos, incluindo mensagens privadas e status de HIV.

A aquisição do Grindr pela San Vicente Acquisition Partners terá que passar por análise da CFIUS, e deve ser concluída até junho de 2020.

Grindr é citado em Silicon Valley

Em Silicon Valley, o Grindr é mencionado duas vezes. Erlich Bachman, um dos principais personagens até a 4ª temporada, tinha uma “pequena porcentagem” da empresa.

E a complicação com a CFIUS foi citada no episódio Blood Money da 6º temporada: isso se tornou a saída para que a corporação fictícia Hooli não fosse transferida do Vale do Silício para a Geórgia, na Europa Oriental — ela tinha dados que poderiam comprometer a segurança nacional.

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Alex (@wuhkuh)

E o gay não tem um dia de paz!

Matheus Motta (@Matheus_Motta)

Liberdade econômica do EUA aí

Michael (@Michael)

“Rolas dotadas são uma ameaça a segurança nacional”

Raul H. (@raulxgang)

nós yags não podemos nem nos divertir que viramos ameaça pros EUA.

Israel (@Israel)

Estadunidenses são tudo uns bandos de psicopatas e doentes. Tudo ameaça a segurança nacional. Na verdade, é um pretexto para intervenção estatal. Cade o livre mercado, liberalismo econômico que tanto defendem por meio de Think Tanks? Ou na visão deles é assim "protecionismo para mim, liberalismo para você. Nem yag feliz se pode ser hoje.

Breno (@bbcbreno)

Vim aqui pra entender mais sobre a treta do post… agora só quero entender: pq vcs estão escrevendo yag? Vi 3 comentários (quatro com este ) escrevendo gay dessa forma. qq pega?

Carlos (@crls)

Também não entendo. Vejo muita gente no twitter escrever dessa forma
Será que é alguma palavra que, se usada, corta o alcance pra quem usa o algoritmo ativo?

Kayo (@Kayo)

Pelo que eu sei tem a ver com algoritmo, em especial no facebook, e terminou pegando.

Kayo (@Kayo)

Agora virou giria né kkkk

Raul H. (@raulxgang)

O Facebook começou a banir comentários onde o algoritmo identificasse homofobia, e nessa leva alguns posts de pessoas da própria comunidade começaram a sofrer punição. Yag é uma forma de burlar.

Paulo Manso (@paulo1manso)

A Rússia que é homofóbica e persegue gays. Na China é legal desde 1997 ter relacionamentos gays, porém não reconhecem legalmente casamento gay ainda.