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Apple vai pagar US$ 25 para usuários afetados pelo BatteryGate nos EUA

Apple pagará US$ 25 para proprietários de iPhones atingidos pelo BatteryGate após proposta de acordo extrajudicial nos EUA

Bruno Gall De Blasi Por

A Apple irá pagar US$ 25 para proprietários de iPhones afetados pelo BatteryGate nos Estados Unidos. Donos de celulares da Apple atingidos pelo problema já podem enviar suas solicitações para receberem as indenizações propostas pelo acordo extrajudicial para encerrar a ação coletiva movida contra a empresa no país norte-americano.

Apple vai pagar US$ 25 para usuários afetados pelo BatteryGate nos EUA (Foto por Kārlis Dambrāns/Flickr)

Este é mais um episódio do acordo extrajudicial apresentado pela Apple em março. Acusada de reduzir a velocidade de celulares antigos em uma ação coletiva movida nos Estados Unidos, a companhia propôs pagar até US$ 500 milhões aos donos de iPhones atingidos pelo “BatteryGate”, em valores que dariam cerca de US$ 45 por dispositivo.

Após a aprovação do acordo, o Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia começará a distribuir as indenizações entre os donos dos celulares nos próximos meses. Para isto, a corte disponibilizou um site para usuários atingidos pelo problema se orientarem e enviarem suas reivindicações.

Alguns critérios, no entanto, devem ser seguidos para solicitar a indenização. Segundo a página do tribunal, somente residentes dos Estados Unidos estão aptos a receberem os valores propostos pela companhia. Além disso, é preciso que o iPhone afetado pelo BatteryGate atenda às seguintes condições:

  • iPhone 6, iPhone 6S Plus e iPhone SE (1ª geração): ter o iOS 10.2.1 ou mais recente instalado antes de 21 de dezembro de 2017;
  • iPhone 7 ou iPhone 7 Plus: ter o iOS 11.2 ou mais recente instalado antes de 21 de dezembro de 2017.

Os proprietários de celulares elegíveis terão até 6 de outubro de 2020 para se manifestar, seja por um formulário disponível no site (smartphoneperformancesettlement.com) ou pelos correios, com o número de série do iPhone e dados pessoais, como Apple ID, nome e endereço.

Além dos Estados Unidos, a Apple recebeu queixas sobre o escândalo no Brasil. O judiciário do país, no entanto, não considerou as reclamações sobre o assunto como procedentes.

Com informações: 9to5Mac e Neowin

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² (@centauro)

No mais, eu ainda acho que o problema maior foi a falta de transparência da empresa e a falta de opção pro usuário. Poderia (ou deveria) ter implementado a redução de velocidade dando a opção pro usuário ligar/desligar essa redução quando bem entendesse, deixando um aviso sobre o porquê o usuário pode querer deixar a função ligada.
Fez do jeito que fez, tomou na fuça.

@ksio89

Que orgulho dos semideuses do judiciário brasileiro!

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Espero que tenha servido de lição. A Apple não é perfeita. E todo esse problema foi gerado por falta de comunicação.

Faltou transparecia. Se ela tivesse deixado claro que quando a bateria atingisse X% de desgaste, o sistema entraria em modo de auto preservação, reduzindo o clock, até a substituição da célula.

O problema foi tentar fazer isso sem comunicar, a ideia era não aborrecer o usuário, com detalhes técnicos. Porém, há coisas que o usuário, por mais leigo, precisa ser ensinado. E hoje, essa feature de mostrar a saúde da bateria, já se tornou algo bem aceito. Mais essa macha permanecerá por muitos anos ainda.