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EUA desistem de prazo para obrigar TikTok a vender operações

Último prazo dado venceu; apesar disso, exigência de venda de operações do TikTok nos Estados Unidos continua

Emerson Alecrim Por

A novela do TikTok nos Estados Unidos segue sem previsão de capítulo final: o prazo para que a chinesa ByteDance venda as operações da rede social nos Estados Unidos venceu na última sexta-feira (4), mas nenhum acordo foi anunciado na ocasião. Tampouco há expectativa de que algum plano seja apresentado nos próximos dias.

O prazo foi estendido várias vezes. O último adiamento foi negociado no final de novembro, quando o Comitê de Investimentos Estrangeiros deu a data de 4 de dezembro como novo prazo. Fontes ligadas à negociação dizem, no entanto, que uma nova data não deverá ser apresentada pelo governo americano.

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Apesar disso, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos já teria sinalizado à ByteDance que a empresa não receberá multa ou outro tipo de punição por não ter cumprido o prazo porque as negociações para a venda das operações do TikTok em território americano permanecem em andamento.

Isso significa que, pelo menos por enquanto, os usuários da rede social nos Estados Unidos não precisarão se preocupar. O aplicativo continuará funcionando normalmente em seus celulares e a ser disponibilizado em lojas de apps.

Por outro lado, o clima nos bastidores parece continuar tenso. Uma fonte que preferiu não se identificar relatou que o governo americano anseia por concluir o negócio antes de 20 de janeiro, quando Joe Biden assumirá a presidência dos Estados Unidos.

Vale lembrar que o presidente Donald Trump exigiu a venda do TikTok nos Estados Unidos no mês de agosto sob o argumento de que a plataforma representa uma ameaça à segurança do país.

Após várias idas e vindas, a ByteDance anunciou um acordo de venda com a Oracle e o Walmart, entretanto, as negociações não avançaram desde então, em parte porque o governo chinês não deu aval para a operação.

Com informações: Reuters, Bloomberg.

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