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Uber vai pagar salário mínimo e férias para motoristas no Reino Unido

Uber passa a considerar cerca de 70 mil motoristas do Reino Unido como trabalhadores após perder recurso em Suprema Corte

Bruno Gall De Blasi Por

Os motoristas da Uber irão receber salário mínimo e férias no Reino Unido. A companhia anunciou, nesta terça-feira (16), que os condutores passarão a ser considerados como trabalhadores, com base na legislação local. A decisão ocorre depois que a plataforma perdeu um recurso na Suprema Corte britânica em um processo que questiona a situação de emprego dos motoristas.

Uber (Imagem: Charles Deluvio / Unsplash)

Uber (Imagem: Charles Deluvio / Unsplash)

Ao todo, cerca de 70 mil motoristas passarão a ser classificados como trabalhadores no Reino Unido. Vale lembrar que, no entanto, a designação não está no mesmo patamar da categoria “empregado”. Ainda assim, os parceiros da plataforma agora contam com alguns benefícios, como salário mínimo, férias e pensão.

Os condutores passarão a receber um salário mínimo, conhecido como National Living Wage (“salário mínimo nacional”, em tradução livre), depois que aceitarem uma corrida. Segundo a Uber, em média, os motoristas de Londres ganham 17 libras por hora (cerca de R$ 130 em conversão direta).

Outro benefício fica pelas férias. Neste caso, o pagamento será quinzenal e com base em 12,07% dos rendimentos do motorista. Além disso, os condutores também serão inscritos automaticamente em um plano de pensão com contribuições da Uber.

Uber (Imagem: Divulgação)

Uber (Imagem: Divulgação)

Uber e 99 terão que pagar taxa no Rio de Janeiro

Serviços, como Uber e 99, terão que pagar uma taxa de 1,5% ao mês pelo uso intensivo das vias públicas no Rio de Janeiro. É o que prevê um decreto editado pelo prefeito Eduardo Paes nesta terça-feira (16). O valor será calculado com base no faturamento de cada plataforma com viagens na cidade.

A determinação também levanta algumas regras para as plataformas, como é o caso dos carros, que terão de ter quatro portas, ar condicionado e até dez anos de fabricação. A medida ainda prevê que os motoristas devem apresentar certificados de antecedentes criminais.

Com informações: TechCrunch e The Verge

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Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

A questão é que existe diferença em uma empresa que presta serviço de motorista particular e esse motorista é funcionário da empresa. Essa é a metodologia dessa modalidade. O Uber nasceu de outra necessidade. Em resumo, é uma plataforma que une pessoas de posse de um veículo e tempo ocioso, com a necessidade de pessoas chegarem até destino X. Tanto que todo o processo é baseado em usar o motorista que estiver na melhor rota e disponível. Em suma, ele não é funcionário da Uber, como seria um motorista particular, contratado por uma empresa que presta este serviço.

A similaridade acaba no momento que são conceitos diferentes, para resolver problemas similares. A proposta da Uber não é ter motoristas particulares, contratados pela empresa, e se assim fosse, a Uber nunca teria existido e possibilitado o acesso a mais pessoas, por oferecer um preço competitivo em relação ao transporte de táxi e ônibus (principalmente distanciais curtas objetivas). De certa forma foi uma democratização de algo antes altamente elitizado, como os servições de motoristas particulares.

A proposta da Uber sempre foi conectar o indivíduo de posse de um carro e tempo livre, com o passageiro que deseja chegar a tal destino.

“Aí mais o motorista roda o dia inteiro e as margens não são favoráveis aos motoristas”, pode até existir um tempo máximo, porém é uma modalidade onde o condutor faz seus horários. E como em toda profissão e trabalho, quem se dedica mais, ganha mais e recebe um reconhecimento maior. A plataforma oferece essa flexibilidade. Porém não existe vínculo empregatício do motorista com a Uber. O motorista trabalha pra si, ou melhor, para o tempo. Quando mais ele se engajar, naturalmente receberá mais comissão.

Imagina que a Uber tivesse que pagar um salário base para todos os motoristas, de onde sairia esse montante?

Rafael Salgado (@rafasalgado)

Não, não pode porque eu não sou dono de meio de produção e você não é explorado por mim para que eu enriqueça às custas do teu tempo de vida. Próximo!

A tradução disso é gente trabalhando 14h por dia para fazer 4k no mês. Você tem razão em uma coisa: o Uber não é empregador, é explorador mesmo

Tem um jeito de não criar vínculo empregatício: não agir como patrão.

Você tem o costume de conversar com motorista de Uber? Porque a maioria dos que eu converso são pessoas que estão no app por falta de outras oportunidades. Desemprego em alta = mão de obra semi-escrava.

Deixa eu ver se eu entendi: tu não se importa de ver trabalhador sendo explorado desde que os preços fiquem acessíveis para você andar de Uber?

Rafael Salgado (@rafasalgado)

Está no fato que a Uber em si não produz nenhuma riqueza, vive da riqueza produzida por outras pessoas.

É também.

Supondo que o que você falou fizesse algum sentido: trabalhar por 6h ou 14h faz diferença no salário? Se a resposta é sim, não é a pessoa que está escolhendo.