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Instagram terá Stories Exclusivos pagos como resposta ao Twitter Super Follow

Os "Stories Exclusivos" estariam sendo desenvolvidos como opção de monetização para criadores, em resposta a ferramentas pagas de Twitter, Clubhouse e Spotify

Pedro Knoth Por

O Instagram está desenvolvendo sua própria versão do “Super Follow” do Twitter: o “Stories Exclusivos”. O formato permite com que criadores publiquem vídeos curtos e fotos disponíveis apenas aos fãs, que podem pagar pelo conteúdo. O app de imagens do Facebook confirmou que os prints da nova versão do stories que circula online são de um protótipo que não foi testado pelo público.

Onde ficam os rascunhos do Reels no Instagram? / Foto de Brett Jordan no Pexels

Ícone do Instagram (Imagem: Brett Jordan/Pexels)

Stories Exclusivos não podem ser printados

A rede não revelou planos sobre o protótipo do Stories Exclusivos — aparentemente, o botão terá uma cor roxa —, e disse ao TechCrunch que não poderia comentar o assunto. Os prints que circulam sobre o novo modo de publicar stories sugere que criadores podem adotar o modelo pago; o conteúdo aparece com o aviso “disponível apenas para membros” quando é acessado por contas comuns.

Stories Exclusivos não podem ser printados, mesmo com compartilhamento via Melhores Momentos — um aviso aparece para que criadores salvem o conteúdo em uma categoria nova: Melhores Momentos para fãs.

Os novos recursos foram descobertos pelo engenheiro de software Alessandro Paluzi, que geralmente vaza novidades e mudanças sobre apps como o Instagram e o Twitter.

Criadores podem salvar Stories Exclusivos apenas para fãs (Imagem: Alessandro Paluzzi/ Twitter)

Criadores podem salvar Stories Exclusivos apenas para fãs (Imagem: Alessandro Paluzzi/ Twitter)

Instagram responde ao Twitter, que oferece follow pago

Com o Stories Exclusivos, o Instagram tenta oferecer opções para criadores monetizarem conteúdo. O pagamento por presença nas redes é uma tendência: o Twitter lançou inscrições para o Super Follow, botão que permite a fãs enviarem mensalmente dinheiro a contas preferidas, e adicionou ingressos para seu recurso de conversas de áudio ao vivo, o Twitter Spaces. O Spotify também lançou o Greenroom, uma plataforma de chat por voz em tempo real que oferece pacotes para quem cria na rede.

Em paralelo às opções de monetização do Instagram, o Facebook também lançou salas de conversa ao vivo para concorrer com Twitter e Clubhouse. Patreon e OnlyFans, por sua vez, se tornaram populares justamente porque neles, criadores oferecem conteúdo premium aos fãs por um preço.

Adam Mosseri, CEO do Instagram, disse durante a Instagram’s Creator Week, no começo de junho, que a rede iria oferecer mais recursos para criadores de conteúdo, sem especificar quais estavam em desenvolvimento e seriam lançadas.

No evento, Adam Mosseri disse o seguinte:

“Então, em geral, [ferramentas de monetização para criadores] cabem em três categorias. Uma é o e-commerce — então qualquer recurso em que possamos ajudar com conteúdo publicitário, com marketing de programas de afiliação… podemos fazer mais com mercadorias […] O segundo jeito é pagar criadores diretamente — seja por conteúdo exclusivo, inscrições ou gorjetas, um sistema de medalhas ou outros tipos de pagamento. Acho que tem muito a ser feito nessa seara. Amo esses jeitos porque assim estabelecemos uma conexão direta entre fãs e criadores — eu creio que isso é mais sustentável e previsível ao longo-prazo”

Instagram desenvolve recurso para venda de NFTs

A troca de NTFs (Non-Fungible Tokens) por dinheiro também dentro do Instagram também está nos planos da rede social — outro recurso que Alessandro Paluzi também descobriu. A nova ferramenta para vender tokens criptografados é chamada de Colectibles pelo Instagram; não há previsão de quando e se ela será lançada. Mas a opção aparece no perfil de criadores de conteúdo.

Não está claro o quão avançados estão os projetos de monetização do Instagram, mas é difícil acreditar que a companhia não siga em frente com modelos pagos para criadores, já que a concorrência está acirrando a disputa. Mosseri já deixou claro também que gostaria de monetizar o IGTV, seção de vídeos mais longos da rede, e o Reels, que é parecido com o TikTok.

Com informações: TechCrunch

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