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StatCounter rebate críticas da Microsoft sobre queda do IE

Rafael Silva
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Você provavelmente lembra quando, em março desse ano o Chrome desbancou pela primeira vez o Internet Explorer e ficou no topo da participação do mercado por um dia. Algumas semanas depois o Chrome chutou de vez o concorrente da Microsoft, tudo segundo o StatCounter. Isso não impediu a Microsoft de contestar os dados já em março mesmo. Essa semana o próprio StatCounter decidiu rebater as críticas da Microsoft de forma bastante detalhada.

Em uma longa carta aberta liberada no site, o Statcounter não só citou cada um dos erros e omissões do post de Roger Capriotti, da Microsoft, como também mostrou as diferenças de métricas com a Net Applications. Eles dizem, por exemplo, que há um erro fundamental no post onde Roger diz que usar pageviews é errado, e que se deveria usar visitantes únicos (a métrica do Net Applications). O problema, aponta o StatCounter, é que o Net Applications só contabiliza um navegador por dia por usuário e por isso “a quantidade de uso do seu navegador ou de uso de outro navegador depois disso é completamente ignorado”.

O método usado pelo StatCounter para medir o uso de um navegador é mostrado no vídeo abaixo, publicado em maio.


(Vídeo no YouTube)

Demais pontos levantados pelo StatCounter estão relacionados com a omissão da Microsoft em não dizer que o Net Applications não revela a quantidade de pageviews por mês e também o fato de que o seu concorrente agrupa nas estatísticas do Internet Explorer as engines de renderização similares como o Maxthon e Lunascape. O StatCounter também diz que as métricas relativas ao crescente uso do Chrome bate com os da ComScore, empresa de análise de tráfego e que não revela seus dados – a confirmação partiu de um porta-voz da empresa durante uma entrevista.

Eu recomendo a leitura completa do texto onde o StatCounter tenta (e a meu ver, consegue) provar que suas métricas têm mais validade do que as da Net Applications. E eles até pedem desculpas à Net Applications no final, mas já estou no aguardo de uma resposta à altura.

Com informações: Slashdot.

Rafael Silva

Rafael Silva tem 27 anos, estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Tem uma queda pela Apple na área de dispositivos móveis, mas sempre usou Windows em todos os seus notebooks e desktops. Vez ou outra fala alguma coisa interessante no Twitter: @rafacst. [Envie um email]

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