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Pesquisadores alemães conseguiram atingir 100 Gb/s de velocidade em uma conexão sem fio

Emerson Alecrim
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Se uma conexão via cabo com dezenas de gigabits de velocidade já impressiona, imagine um feito semelhante numa rede sem fio! Pois é o que pesquisadores do Instituto de Tecnologia Karlsruhe e do Instituto Fraunhofer de Física Aplicada, na Alemanha, conseguiram tornar realidade: eles criaram uma conexão que consegue transmitir dados a 100 Gb/s (gigabits por segundo).

Esta taxa equivale à transmissão de 12,5 gigabytes por segundo. Isso significa que você precisa apenas de dois segundos para copiar todo o conteúdo de um Blu-ray convencional (de 25 GB), por exemplo.

Para realizar tamanha façanha, os pesquisadores combinaram dois feixes de laser cujo sinal óptico se projeta sobre um diodo fotorreceptor. Neste procedimento, um sinal elétrico com frequência de 237,5 GHz é obtido e transmitido por meio de uma antena de Wi-Fi convencional.

No receptor, que no experimento ficou a uma distância de 20 metros, cabe a um chip de apenas 4 x 1.5 mm² desenvolvido no próprio instituto para tratar de sinais de alta frequência finalizar a transmissão.

O aparato todo do teste

O aparato todo do teste

Estamos falando de um recorde. Em maio deste ano, o mesmo grupo de cientistas já havia conseguido realizar uma transmissão com velocidade de 40 Gb/s em um projeto de nome Millilink. Pode-se dizer que os testes que levaram à velocidade de 100 Gb/s são resultado de uma evolução deste trabalho, a diferença é que, no Millilink, a distância entre emissor e receptor foi de um quilômetro.

O que é mais interessante é que os experimentos foram feitos com um único fluxo de dados. Nas redes sem fio que temos hoje, costuma-se utilizar tecnologias de multiplexação ou mesmo de múltiplas antenas (MIMO) para que as transmissões ocorram a partir de várias vias. Os próprios pesquisadores ressaltaram que, se estas técnicas forem empregadas neste projeto, pode-se obter velocidades várias vezes maiores.

Mas é necessário ter em mente que esta tecnologia não deve sair tão cedo dos laboratórios. Muitos aspectos ainda precisam ser tratados, entre eles, o fato de a frequência da transmissão ser tão alta que torna a comunicação facilmente suscetível a interferências e obstáculos. Fazer o sinal ultrapassar uma parede, por exemplo, ainda é um desafio dos grandes.

Com informações: ExtremeTech

Emerson Alecrim

Autor / repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais, negócios e transportes. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém um site chamado InfoWester.

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