O Orkut vai acabar amanhã

Ainda dá tempo de fazer backup e deletar o que você não quer que seus netos vejam

Paulo Higa
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• Atualizado há 1 semana
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Após dez anos de existência, é hora de dar o último adeus ao Orkut. A rede social que fez parte da vida de qualquer brasileiro que acessava a internet na década passada fechará as portas oficialmente nesta terça-feira (30). Mas o Orkut não vai simplesmente sumir da web num piscar de olhos, então é provável que você queira aproveitar este penúltimo dia para fazer backup dos seus dados (ou apagar tudo agora mesmo).

O que acontecerá a partir de amanhã

Desde junho, quando o Google anunciou o fim do Orkut, não é possível criar novas contas. A partir de amanhã, o acesso a contas existentes também será bloqueado. O Orkut se tornará um museu gigante, e todo o conteúdo publicado nas comunidades estará disponível para consulta futura — o que é bom para salvar as preciosidades históricas e ruim para quem escreveu mensagens potencialmente… constrangedoras. De acordo com o Estadão, o arquivo terá mais de 51 milhões de comunidades, 120 milhões de tópicos e 1 bilhão de interações.

Se você quiser apagar algum post específico, amanhã é o último dia para fazer isso: entre na sua conta, acesse a mensagem em questão e clique no botão para deletá-la, como você faria normalmente. Depois de amanhã, o Orkut vira um “tudo ou nada” — você terá acesso apenas a um link que apagará permanentemente todos os seus posts, de todas as suas comunidades, como se você não tivesse existido por lá.

O bloqueio do acesso a contas existentes também significa que você não poderá mais gerenciar depoimentos, scraps e fotos publicados no seu perfil. Disponível até amanhã, esta ferramenta exporta automaticamente todas as suas fotos do Orkut para o Google+, de maneira indolor. O Google+ não suporta depoimentos e scraps, logo, se você quiser salvá-los, acesse o Google Takeout, que disponibiliza um arquivo zipado com páginas HTML do seu conteúdo — será possível fazer isso até setembro de 2016.

Mas e depois?

O que ainda não está clara é a estratégia do Google daqui em diante no segmento de redes sociais. O Google+ pode até atrair pequenos nichos, especialmente usuários mais interessados em tecnologia (e em produtos do Google), mas não se popularizou. No Brasil, os dados de maio da Hitwise mostravam um amargo 9º lugar para o Google+, com ínfimos 0,46% das visitas a redes sociais, atrás até do Orkut, com 0,49%. O líder Facebook tinha 63,19% da fatia.

Em abril, Vic Gundotra, o criador e chefe do Google+, anunciou que estava saindo da empresa. Em junho, o Google revelou que deixaria de exibir fotos de autores com links para perfis do Google+ nos resultados de busca. Recentemente, o Google parou de forçar os usuários a criarem uma conta no Google+ ao se cadastrar no Gmail. Será que o Google está desistindo das redes sociais?

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Paulo Higa

Paulo Higa

Ex-editor executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. No Tecnoblog, atuou como editor-executivo e head de operações entre 2012 e 2023. Viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. Foi coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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