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WhatsApp diz não ser ameaça aos serviços de SMS

Mais de 2 bilhões de mensagens por dia circulam no serviço.

Paulo Higa
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Você usa WhatsApp? Eu uso e deixei de gastar algum dinheiro com mensagens de texto porque os amigos que mantenho mais contato também utilizam o serviço. Mas nem todo mundo está feliz com a popularidade do aplicativo. Recentemente publicamos uma pesquisa que informava que as operadoras deixaram de ganhar US$ 13,9 bilhões com SMS, o que não é totalmente verdade de acordo com o WhatsApp.

Como o WhatsApp utiliza a rede de dados para enviar e receber mensagens, o cofundador Brian Acton afirma que o serviço ajuda muito a vender planos atrelados aos serviços de dados, o que beneficia as operadoras. “O importante são os dados”, diz. Uma pesquisa realizada pela Allot Communicator, que mede o tráfego de internet, mostra que 18% dos dados gerados por IMs são do WhatsApp.

Faz a mesma coisa, mas não é uma ameaça ao serviço de SMS das operadoras.

O dinheiro que as operadoras estão perdendo com SMS, portanto, podem estar sendo recuperados com os planos de dados. No Taiwan, o envio de SMS caiu 12% em 2011. Não há pesquisas mostrando a situação do mercado no Brasil, mas é provável que tenha havido uma pequena queda — afinal, depois de acessar Twitter e Facebook, é até barato gastar alguns bytes para enviar uma simples mensagem.

Apesar de não divulgarem publicamente muitas estatísticas sobre o serviço, sabemos que em outubro de 2011 trafegaram mais de 1 bilhão de mensagens por dia, número que dobrou apenas quatro meses depois. O WhatsApp funciona em vários sistemas, então é muito provável que alguns dos seus amigos utilizem o serviço. Basta instalá-lo e deixar o aplicativo varrendo sua lista de contatos.

Com informações: The Next Web.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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