WhatsApp deve ganhar criptomoeda desenvolvida pelo Facebook

Facebook prepara recurso para usuários do WhatsApp transferirem dinheiro entre si; moeda digital seria menos volátil que bitcoin

Felipe Ventura
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• Atualizado há 2 anos
WhatsApp / Facebook / Pixabay

O WhatsApp pode ganhar uma criptomoeda em breve. O Facebook estaria preparando uma moeda digital para os usuários transferirem dinheiro entre si; ela seria menos volátil que o bitcoin. Este ano, a empresa criou uma divisão de blockchain comandada por um ex-executivo do PayPal. O Telegram já possui uma criptomoeda chamada Gram.

Segundo a Bloomberg, o Facebook está trabalhando em uma criptomoeda que permitirá transferir dinheiro para outros usuários dentro do WhatsApp, inicialmente na Índia. Trata-se de uma stablecoin, ou seja, uma moeda digital atrelada ao dólar americano para reduzir a volatilidade.

No entanto, fontes dizem que o Facebook deve demorar a lançar essa criptomoeda. A empresa ainda está trabalhando em criar reservas de moedas comuns (como o dólar) para proteger o valor da stablecoin.

Existem mais de 120 stablecoins atualmente: seu objetivo é oferecer uma criptomoeda cujo preço não sofra variações bruscas como o bitcoin, que valorizou 1.318% no ano passado e despencou 71% este ano.

Uma das principais stablecoins é o tether, que diz ser “100% atrelado a ativos reais em moeda fiduciária em nossa conta de reservas”. A taxa de conversão é USD₮ 1 (tether dollar) = US$ 1. No entanto, a empresa por trás dela — também chamada Tether — se recusa a fazer auditorias externas, e foi acusada de usar sua criptomoeda para manipular o preço do bitcoin.

“Assim como muitas outras empresas, o Facebook está explorando maneiras de explorar o poder da tecnologia blockchain”, diz um porta-voz em comunicado. “Esta nova equipe pequena está explorando muitos aplicativos diferentes. Não temos mais nada para compartilhar.”

Bitcoin / Andre Francois / Unsplash

Facebook e Telegram trabalham em projetos de blockchain

Em maio, o Facebook passou pela maior reorganização interna da sua história, e criou uma divisão de blockchain que já conta com 40 funcionários. Ela é comandada por David Marcus, que já foi CEO do PayPal e fez parte do conselho da casa de câmbio Coinbase.

Pouco tempo depois, já surgiram rumores de que o Facebook cogitava seriamente lançar uma criptomoeda para realizar pagamentos ou fazer transferências entre usuários. Na época, a empresa preferiu não comentar o assunto.

O Telegram lançou sua criptomoeda, chamada Gram, no início do ano. Ela foi vendida apenas para investidores convidados, que pagaram um total de US$ 1,7 bilhão no ICO (oferta inicial de moedas), semelhante a uma estreia na bolsa de valores. Será possível adquiri-la em casas de câmbio no primeiro trimestre de 2019.

O dinheiro obtido com a Gram permitiu desenvolver a blockchain TON (Telegram Open Network). O Telegram pretende oferecer serviços descentralizados como armazenamento distribuído de arquivos, micropagamentos e proxy para VPN.

Com informações: Bloomberg.

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Felipe Ventura

Felipe Ventura

Editor

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. Começou no TB em 2017 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia, e hoje coordena um time de editores-assistentes e a rotina das editorias. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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