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Elon Musk desafia união trabalhista a formar sindicato em fábrica da Tesla

Dono da Tesla afirma que funcionários recebem o maior subsídio da indústria automotiva, e desafiou união a formar sindicato em fábrica na Califórnia

Pedro Knoth

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Elon Musk está brincando com fogo: ele desafiou a United Auto Workers (UAW) a fazer uma votação para sindicalizar a fábrica da Tesla em Fremont, na Califórnia. O sindicato reúne empregados do setor automotivo dos Estados Unidos, e o bilionário deu a garantia de que nem ele e nem a fabricante de veículos elétricos iria interferir no processo.

Elon Musk, CEO da Tesla (Imagem: Oberhaus/Flickr)
Elon Musk, CEO da Tesla (Imagem: Oberhaus/Flickr)

Musk propôs o desafio à UAW logo após o discurso do “Estado da União” do presidente americano Joe Biden, feito na terça-feira (1). Biden mencionou, em seu pronunciamento à nação, os esforços da Ford e da General Motors para a produção de carros elétricos — duas concorrentes diretas da Tesla, que não foi citada.

As empresas possuem um sindicato de funcionários de forte presença, vistos por Biden como uma base de eleitores. A Tesla, por sua vez, não tem sindicato em uma união de trabalhadores.

O bilionário respondeu a um tweet de Biden sobre a Ford e a General Motors, dizendo que a Tesla empregou mais de 50 mil funcionários e investiu o dobro das duas empresas juntas na produção de EVs. Gene Simons, baixista e vocalista da banda de rock Kiss, levantou a hipótese de que a fabricante estava sendo ignorada por não ter um sindicato.

“Na verdade, Elon Musk tem um bom argumento para o Presidente Joe Biden. O presidente não menciona a Tesla, talvez porque a fabricante não tem um sindicato e moveu sua atividade para o Texas, que é um estado onde todos tem o “direito de trabalhar’. Dê à Tesla o que é dela. Ela mudou a história e deveria ser reconhecida.”

Musk diz que Tesla “trata e remunera muito bem”

Musk afirma que paga o maior subsídio da indústria automotiva aos funcionários da Tesla. Ao fazer o convite para a UAW, o CEO citou que a Tesla trata e remunera muito bem seus funcionários.

O executivo explicou o motivou: a Bay Area de São Francisco, polo de tecnologia da cidade, tem taxa de desemprego negativa, o que significa que há mais vagas do que mão-de-obra. Isso preveniu, de certa forma, que funcionários da montadora formassem um sindicato.

Mesmo que, dessa vez, Musk não interfira em uma tentativa de sindicalização dentro da Tesla, ele e outros executivos da montadora foram condenados por sabotarem a formação de uma união trabalhista.

Em setembro de 2019, como relatou a Vox na época, Musk e outros foram condenados pela juíza administrativa Amita Tracy, que apontou 12 ações corporativas que violaram a legislação trabalhista dos EUA.

Com informações: The Verge