Apple e Google vão combater uso de localizadores para stalking

Empresas criaram especificação e vão exigir que fabricantes a adotem para que seus aparelhos possam se conectar a redes de localização

Giovanni Santa Rosa
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• Atualizado há 1 semana
Apple AirTag (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
iOS e Android já conseguem detectar AirTag desconhecida; suporte chegará a outros aparelhos (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

A Apple e o Google anunciaram uma parceria para tentar evitar que pessoas sejam rastreadas indevidamente por localizadores Bluetooth similares à AirTag. Smartphones com iOS e Android serão capazes de detectar este tipo de aparelho e alertar o usuário sobre o risco de stalking.

Recursos para evitar o rastreamento sem autorização já existiam. O iPhone conta com isso há algum tempo, e a própria AirTag deve apitar quando separada de seu dono por muito tempo, segundo a página de ajuda da empresa. Em agosto de 2023, o Google acrescentou ao Android uma ferramenta para detectar caso uma AirTag desconhecida esteja se movendo com o usuário.

Chipolo Blue
Chipolo é uma das fabricantes que já se comprometeram a adotar novo padrão (Imagem: Reprodução / Chipolo)

A novidade agora é que as duas empresas criaram uma especificação que possibilita alertar usuários caso um localizador esteja sendo usado para acompanhá-los. Isso vai permitir que rastreadores de outros fabricantes também sejam detectados, já que Apple e Google vão exigir esta especificação para que um dispositivo funcione com suas redes Find My e Find My Device.

A Apple diz que fabricantes de tags Bluetooth como Chipolo, Eufy, Jio Motorola e Pebblebee se comprometeram a adotar o padrão nos produtos futuros.

Apple e Google vão liberar ferramenta contra stalking

A Apple está trabalhando para acrescentar este recurso no iOS 17.5, lançado nesta segunda (13). Já o Google está liberando esta ferramenta para aparelhos com Android 6.0 ou versões mais recentes do sistema operacional.

Segundo a Apple, ao receber um alerta em um aparelho com iOS, isso significa que há algum rastreador Bluetooth acompanhando a pessoa. Nem sempre isso significa stalking: a tag pode ser, por exemplo, de alguém que esta viajando com você.

Seja como for, o iPhone poderá ver o identificador do localizador, fazê-lo tocar um som e receber instruções para desativá-lo.

O stalking é crime no Brasil, e a lei prevê reclusão de seis meses a dois anos como pena, além de multa.

Com informações: Apple, CNBC

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Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa

Repórter

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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