PayPal vai demitir 2 mil pessoas ao longo das próximas semanas

Após encarar um "ambiente macroeconômico desafiador", CEO do PayPal, Dan Schulman, anuncia demissões para cortar gastos

Bruno Gall De Blasi
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Mão segurando logotipo do PayPal
PayPal (Imagem: Reprodução)

O clima não está muito auspicioso nos escritórios do PayPal. Na terça-feira (31), o CEO da companhia, Dan Schulman, informou que haverá um corte de, aproximadamente, dois mil funcionários para reduzir custos. A decisão veio à tona depois que a empresa enfrentou um “ambiente macroeconômico desafiador”.

A medida foi revelada a partir de um comunicado à imprensa.

Na nota, o executivo relatou que a empresa fez “progressos significativos no fortalecimento” e reformulação” do PayPal” para aguentar o “ambiente macroeconômico desafiador”.

Porém, ao encarar tudo isso, tornou-se necessário tomar “decisões difíceis que afetarão alguns de nossos colegas” – em português: para segurar o caixa, é preciso cortar parte da folha de pagamento.

Logo em seguida, vem a bomba: “reduziremos nossa força de trabalho global em aproximadamente 2.000 funcionários em período integral, o que representa cerca de 7% de nossa força de trabalho total”, disse Schulman.

Apesar do anúncio desta terça-feira (31), o corte não será imediato. O CEO do PayPal informou, sem citar as áreas que serão impactadas, que as reduções ocorrerão nas próximas semanas.

“Trataremos nossos colegas que estão saindo com o maior respeito e empatia, forneceremos pacotes generosos, consultaremos quando necessário e os apoiaremos em suas transições”, afirmou. “Quero expressar minha gratidão pessoal pelas contribuições significativas que eles fizeram ao PayPal.”

PayPal é mais uma empresa a cortar funcionários

Além do PayPal, que vai reduzir cerca de 7% da força de trabalho, outras empresas de tecnologia estão tomando decisões amargas devido ao cenário econômico global conturbado.

É o caso do Google, que informou que vai demitir 12 mil funcionários no mundo todo. Na ocasião, o CEO Sundar Pichai chegou a ressaltar que o grande crescimento e a alta taxa de contratação dos últimos dois anos são diferentes da realidade econômica atual, que requer mais cuidados.

Antes, a Microsoft anunciou o desligamento de 10 mil funcionários até março. O motivo? O mesmo: os tempos difíceis.

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, também vai demitir 11 mil pessoas e congelou as contratações.

Com informações: Reuters

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