Vivo

A Telefônica Brasil, dona da Vivo, anunciou nesta quarta-feira (25) os resultados financeiros do segundo trimestre de 2018 e o saldo foi positivo: a operadora apresentou lucro líquido de R$ 3,2 bilhões, um aumento de 263% comparado ao mesmo período do ano passado.

A empresa também registrou um crescimento no EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que chegou a marca de R$ 5,18 bilhões, alta de 46,9% ano a ano. O EBITDA recorrente alcançou R$ 3,7 bilhões, 5,8% a mais em relação ao mesmo período no ano passado, com margem de 34,5%.

Durante o período, a operadora investiu R$ 2,1 bilhões, representando 19,8% da receita operacional líquida, um aumento de 17,6% ano a ano. A operadora destinou os recursos principalmente para a ampliação da cobertura de rede 4G e 4G+ (nome comercial da operadora para 4.5G) e expansão da rede FTTH, que leva a fibra óptica até a casa do cliente.

Móvel

A receita líquida do serviço de telefonia móvel da Vivo avançou 4,2% em comparativo anual, chegando a marca de R$ 6,8 bilhões. Considerando o semestre, a receita atinge R$ 13,5 bilhões. A operadora atribui o crescimento à receita de dados e serviços digitais. Só a receita de dados compreende 78,5% do montante.

Os acessos móveis (número de linhas) aumentaram em 1,2%, fechando o período em 25,2 milhões, sendo que as linhas pós-pagas representam 51% dessa base. A operadora é líder em market share de linhas pós-pagas no Brasil: em maio, a Vivo tinha 41,3%.

O segmento M2M (machine to machine) também se expandiu, com crescimento de 27,1% no número de clientes em relação ao mesmo período no ano passado. São 7,1 milhões de clientes, o que representa 41,8% de todo o mercado.

O ARPU (gasto médio por usuário) dos clientes móveis foi de R$ 28,30, um crescimento discreto, tendo em vista que no segundo trimestre de 2017 o valor era de R$ 28,20. O ARPU de linhas pós-pagas é de R$ 52,30, enquanto o valor médio de gasto dos usuários de linhas pré-pagas é de R$ 11,70.

Fixo

O segmento fixo da Vivo não foi tão bem quanto o resto da companhia: a receita líquida apresentou queda de 3,7% no período. A operadora defende que a queda foi influenciada pela redução na demanda de serviços de voz e também pela diminuição da tarifa de interconexão fixa. Os acessos de voz registraram uma redução de 5%.

O que segurou os números foi a receita de banda larga, que cresceu 13% no trimestre. As receitas com FTTH (fibra óptica até a casa do cliente) cresceram em 48%, impulsionados pelo aumento da base, pelo crescimento da cobertura e pela migração para velocidades mais altas.

Os acessos de TV por assinatura reduziram em 2% na comparação anual, fechando o segundo semestre com 1,6 milhão de clientes. A operadora justifica a queda com a decisão estratégica de despriorizar a tecnologia DTH (com transmissão via satélite) e apostar na tecnologia IPTV, que utiliza fibra óptica.

O ARPU de voz fixa é de R$ 36,40, 12,9% a menos do que os R$ 41,70 do ano anterior. Na banda larga, o valor chega a R$ 55,40, uma evolução de 12% em relação aos R$ 49,50 do ano passado. Na TV por assinatura, o valor de gastos médios subiu de R$ 95,1 para R$ 98,90, crescimento de 4%.

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